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A Encantadora Caçula no Programa de Criação de Filhos

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Capítulo 65

A Encantadora Caçula no Programa de Criação de Filhos

A Encantadora Caçula no Programa de Criação de Filhos

Capítulo 65


 

⭑✧⁺⁎ ⁎⁺✧⭑ ✨ the youngest member filming a parenting show is ✨ ⭑✧⁺⁎ ⁎⁺✧⭑

 

                 tradução: (Hitori)

                 revisão: (Daniel)

 

━━━━━━━━✦❘༻065✦━━━━━━━━

 

Pai. 

 

Era o chamado que ele tanto desejava ouvir. 

 

Mas não vinha dos lábios de Shupetty.

 

 “Quem é esta criança?” 

 

O olhar de Diegon tornou-se frio. 

 

Não era uma situação incomum?

 

Se essa garota fosse realmente Luarel, se ela fosse a filha que ele procurava desesperadamente, ele deveria ter sentido alegria.

 

 No entanto, por que seu coração estava tão frio? 

 

Seu desconforto aumentou quando seus olhos encontraram os de Shupetty, que o encarava sem expressão. 

 

“É um fato inegável.” 

 

Quebrando o silêncio congelado, estava uma garota de cabelos prateados, com cerca de doze anos.

 

“De Velarion, do outro lado do mar, para o noroeste de Gripel.”

 

 “………” 

 

“Uma região sob o controle do exército revolucionário. Encontrei esta criança lá.”

 

 Sua voz calma não continha nenhum traço de falsidade. 

 

Se Diorose Velarion fosse atriz, teria sido uma artista extraordinária, capaz de abalar a nação inteira. 

 

Para uma garota da idade dela, inventar uma história dessas com tanta facilidade diante de tantas pessoas — sem nem mesmo uma mudança de expressão — foi um feito impressionante.

 

 “Cabelo rosa e olhos violeta. Só isso já era suspeito, mas a idade dela também parecia combinar, então eu tinha minhas dúvidas. Mas como eu poderia falar sem ter certeza?” 

 

“E daí?”

 

“Minha prioridade era fazê-la falar primeiro, então a acolhi e cuidei dela. Não tive tempo suficiente para lhe ensinar etiqueta e postura adequadas, mas…”

 

 Conforme a conversa prosseguia, a garota — que estava sendo chamada de Luarel — abaixava a cabeça cada vez mais. 

 

Ela parecia lamentável, como se estivesse sendo interrogada. 

 

Se ela fosse realmente Luarel, ele deveria tê-la abraçado imediatamente, chorado e se desculpado por deixá-la sofrer com tal provação.

 

 Isso teria sido a coisa certa a fazer.

 

 “Mas meus pés não se movem.”

 

 Estranhamente, Diegon se viu incapaz de dar um único passo à frente. 

 

Tinha que ser um homúnculo.

 

 Esse era o único pensamento que circulava em sua mente.

 

 “Se o que você diz é verdade, então… obrigada.”

 

 “Por favor, não pense nisso. Eu só queria que esta criança, Luarel, encontrasse seu devido lugar.”

 

 Diorose agarrou graciosamente a barra do vestido e fez uma reverência educada. 

 

Ao recuar, a garota que dizia ser Luarel virou-se apressadamente para olhá-la, como se buscasse segurança. 

 

Como um patinho perdido agarrado a Velarion, a visão era insuportavelmente irritante.

 

 “Nunca sequer considerei procurar em direção a Gripel Ocidental.” 

 

O Império Baratheum situava-se na ala esquerda do continente em forma de dragão. 

 

Abaixo dele ficava o Império Imperatora, que lembrava a cauda de um dragão, e à direita, o Império Sagrado de Whiterian. 

 

O navio que transportava sua filha e Aurora naufragou perto de Imperatora e, em sua loucura, Diegon cruzou para outros impérios em busca de sua família.

 

Mas nem uma vez… 

 

Nem uma única vez… ele pensou em olhar para o norte.

 

Dadas as correntes oceânicas, eles deveriam ter ido para o sul. Mesmo que tivessem sido levados para mais longe, teriam acabado na Ilha Calzor, no máximo.

 

Mas como ela poderia ter sido encontrada no norte, em Gripel Ocidental? 

 

“Nada disso faz sentido.”

 

 Tudo naquela situação parecia duvidoso, e Diegon não se mexeu um centímetro.

 

 “A-Avô…” 

 

A garota, que olhava para Diegon com olhos suplicantes, agora se virava para Galizard. 

 

No entanto, ela não conseguiu se aproximar dele e apenas abaixou a cabeça. 

 

Encarando o suposto Luarel, Galizard finalmente falou com voz firme:

 

 “Qual é o seu nome?” 

 

“L-Luarel…” 

 

“Como você sabe que seu nome é Luarel?” 

 

“Eu… eu não me lembro. Mas… só tem uma coisa… que eu me lembro.”

 

 Um murmúrio começou a se espalhar pela sala. 

 

Para quem estava observando, parecia que estavam interrogando uma criança que mal havia chegado em casa.

 

 “Que pena… Vejam como ela está magra.” 

 

“Ela gagueja muito. Será que ela sofreu abuso?” 

 

Enquanto as nobres de bom coração derramavam lágrimas e suspiravam em compaixão, Mikard silenciosamente se posicionou atrás de Shupetty, colocando-se no espaço entre elas.

 

 Elzen então a seguiu.

 

Então, Náiade. 

 

E finalmente, Ilyad, que cochilava encostado na parede, alheio ao que estava acontecendo, esfregou os olhos e se aproximou.

 

 “Hã? O que está acontecendo?” 

 

Por trás da confusão e piscadela de Ilyad, a garota gaguejou.

 

 “M-Mãe… M-Mãe disse… Luarel, v-você tem que viver. Você… precisa viver, não importa o que aconteça. Isso é… Essa é a única coisa de que me lembro.”

 

 Se o que ela disse fosse verdade, era uma história verdadeiramente lamentável.

 

 Mas só se fosse verdade.

 

 “O papel de Velarion termina aqui. Eu a entreguei onde ela pertence, então vou me retirar.” 

 

Com isso, o chefe de Velarion se virou sem hesitar.

 

 O banquete já havia sido completamente arruinado.

 

 Qualquer pessoa com um mínimo de consciência saberia que era hora de desaparecer — pelo menos, aqueles que não fossem Pashayens.

 

 “Há muitos olhos observando. Por enquanto, vamos acolher a criança.”

 

 “…Entendido.” 

 

Galizard soltou um suspiro profundo. Após a resposta ríspida de Diegon, a chefe das criadas correu até a garota trêmula e a envolveu com um xale.

 

Foi, realmente, um aniversário desastroso.

 

O que… eu acabei de ouvir?

 

 “…Pai.” 

 

Uma garota que eu não conhecia acabou de chamar o Almirante de pai.

 

Por quê? 

 

“Porque ela é Luarel?”

 

Então, se um membro da família perdido tivesse retornado, eu deveria estar feliz.

 

Então por que odeio tanto isso? 

 

“Será que… Serei uma criança má?” 

 

Fiz beicinho.

 

Senti que ia chorar. 

 

Depois que o banquete terminou, arrastei os pés e caminhei até o jardim do Almirante.

 

Além das flores silvestres que balançavam suavemente, em um local isolado, obscurecido por juncos altos, sentei-me com um baita respingo. 

 

Do bolso da saia, tirei uma pequena caixa de presente. Era uma caixa pequena e plana contendo um lenço.

 

“Eu ia dar isso a ele.” 

 

Eu ia contar a ele mais tarde.

 

Eu ia convidá-lo para ir ao jardim comigo. 

 

Tínhamos preparado uma festa. Todos tinham trabalhado tanto… juntos. 

 

“Soluço…” 

 

Eu não queria chorar. Eu realmente tentei me conter. 

 

Mas, sentado aqui sozinha, as lágrimas rolaram antes que eu pudesse contê-las.

 

 [O Rei Espiritual da Emoção ‘ ■■■■ ‘rola no chão.]

 

[O Rei Espiritual do Fogo ‘ ■■■■ ‘chama ferozmente.] 

 

[O Rei Espiritual da Água abre a boca e desmaia.]

 

 [O Rei Espiritual da Terra” tenta confortá-lo apressadamente.]

 

 [O dia ainda não acabou, pequenina. Ainda há uma chance.]

 

[Hitori: Ainda bem, eu já ia botar fogo na autora se ela fizesse um final triste.]

 

Mas… mas o Almirante foi embora com Luarel.

 

O Almirante e o Avô… todos foram embora.

 

[Hitori: Se eles não te querem eu te adoto.]

 

Eles não pareciam ter nenhuma atenção para mim.

 

“Bwaaah…!”

 

Pump! 

 

Do nada, Podong apareceu, batendo suas asinhas o mais forte que podia antes de mergulhar nos meus braços.

 

Eu estava fungando, mas a sensação refrescante me fez esquecer momentaneamente das lágrimas. Larguei a caixa de presente e abracei Podong com força.

 

“Estou… decepcionada.”

 

Como se entendesse, os olhos azuis brilhantes de Podong brilharam e ele soltou um alto “Pyaap!”. 

 

Então, de repente, voou e voltou com um estouro de festa triangular no bico.

 

Era um estouro de aniversário cheio de confete brilhante que explodiria quando puxado.

 

“Mas… mas agora… não podemos nem usar isso.”

 

Minhas palavras saíram arrastadas de tanto chorar.

 

Meu nariz já estava entupido e funguei alto.

 

“Pequena, você deveria assoar o nariz com um lenço.”

 

Naquele momento… Os juncos farfalhavam e uma figura alta emergiu.

 

Era o Irmão Mikard — o mesmo Irmão Mikard que havia saído mais cedo com o Almirante, com o rosto sério.

 

“I-Irmão Mikard…?”

 

“Nossa, eu sabia que isso ia acontecer. Fluffy, bufa. Vamos, bufa.” 

 

Com suas pernas longas, ele se aproximou e puxou um lenço, pressionando-o contra meu nariz.

 

Estava tão perto que eu mal conseguia respirar! 

 

“O que você está fazendo aqui chorando sozinha? Estávamos te procurando por toda parte. Pensamos que você tinha ido para o seu quarto.”

 

 “Você… estava me procurando?”

 

“Claro. Olhe para você, sua cara está uma bagunça.”

 

Estalando a língua, o Irmão Mikard se ajoelhou.

 

Então, ele estendeu a mão e bagunçou meu cabelo delicadamente.

 

“Não fique tão triste por não podermos fazer a festa de aniversário hoje. Sempre há amanhã.”

 

“Mmm…”

 

“Você pode dar seu presente amanhã também.”

 

Tecnicamente, o prazo da missão era “um dia depois do aniversário”, então ainda estava tudo bem.

 

Um dia depois não faria diferença.

 

Mas… mas o motivo pelo qual eu estava tão chateada-

 

“Eu queria… chamá-lo de pai.”

 

[Hitori: Tadinha mano.]

 

[Dani: já pode chorar?🤧]

 

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