Capítulo 4: Uma Criada para Ser Domesticada (Parte 3)
Depois disso, Bieren frequentemente levantava a saia de Lizbeth e desabotoava seus botões, mesmo em lugares onde pudessem ser vistos. Ele a tocava assim que ficavam sozinhos, mesmo que não fosse dentro de um quarto ou escritório. Não importava o quão lascivo ele lhe pedisse, ela não recusava; seu pênis, longe de esfriar de desinteresse ao vê-la, já havia se acostumado com ela. Lizbeth se assustou e protestou quando ele levantou sua saia no corredor, onde alguém poderia passar.
“Mestre, se alguém passar por aqui…”
“É melhor você ficar quieto. Quer que alguém ouça nossos gemidos obscenos e espalhe boatos?”
Bieren desabotoou o vestido de empregada dela, revelando seus seios. Depois de desabotoar três ou quatro botões, ele enfiou a mão por dentro da roupa e apertou seus seios, massageando-os com firmeza.
A sensação de seus seios fartos cedendo à firmeza das mãos dele contra seu peito fez Lizbeth gemer enquanto se encostava na parede.
“Hah…”
“Parece que ficam maiores quanto mais eu as toco.”
Ele se maravilhou enquanto acariciava seus seios. Ao rolar os mamilos entre os dedos, eles endureceram rapidamente, arrancando um gemido suave de Lizbeth. Quanto mais explorava seu corpo, mais a desejava. Quando deslizou os dedos entre suas pernas, sua vagina úmida os acolheu com avidez. Lizbeth cerrou os lábios ao toque de Bieren, mas não conseguiu conter o gemido que escapou.
“Hum, ah…”
“Antes você tinha dificuldade para engolir um dedo, mas agora consegue engolir três com facilidade.”
Bieren soltou um suspiro de excitação; ele estava pensando em amarrar a criada em seu quarto num futuro não muito distante, fazê-la abrir as pernas e receber seu pênis. No dia em que o Duque morresse e ele herdasse e se tornasse senhor do castelo, ele planejava colher o fruto de sua paciência enfiando seu pênis em seu orifício, penetrando tão fundo que nem sequer fecharia, e então empurrando-o de volta para fora, de modo que escorreria sêmen. Só o pensamento de mergulhar seu membro naquele orifício que gotejava incessantemente fazia sua excitação aumentar.
“M-mestre, por favor, eu n-não consigo…”
“Há alguma outra criada aguardando ansiosamente os desejos de seu patrão?”
Com a voz trêmula de excitação, Bieren abraçou a criada enquanto ela soluçava baixinho, murmurando em voz baixa. Ele viu seus lábios entreabertos, como se pedissem para serem sugados, então inclinou a cabeça e os beijou. Era o primeiro beijo deles. Seus lábios eram doces, e sua língua tão macia quanto a que ela sentira quando ele lambia entre suas pernas. Enquanto entrelaçavam suas línguas e as sugavam profundamente, Lizbeth, em seus braços, parecia lutar para recuperar o fôlego, virando o rosto e cuspindo a língua.
“Desculpe. Ufa, estou sem fôlego…”
Seu rosto, corado como uma rosa fresca, era encantador. Apesar dos encontros íntimos entre suas pernas, foi aquele único beijo que embriagou seu rosto de romance e fez o sangue subir às suas bochechas. Bieren ansiava pelo dia em que poderia confiná-la em seu quarto e preencher seu orifício com seu sêmen.
Mesmo quando ele a mandava apertar os seios e lhe servia vinho, ou levantava sua saia em um corredor onde pessoas pudessem passar, Lizbeth nunca demonstrava desagrado. Ela parecia aceitar tudo o que ele ordenava, contanto que fosse com ele. Essa atitude só alimentava sua impaciência. Ele não conseguia entender por que ela o aceitava tão facilmente.
A incerteza quanto à origem do afeto o assustava ainda mais.
Será que foi porque matei uma cobra para ela? Ou porque cuidei do tornozelo machucado dela? Não, talvez tenha sido simplesmente porque eu estava lá naqueles momentos.
Todas essas perguntas o aterrorizavam. Portanto, ele precisava confiná-la rapidamente. Ninguém deveria saber que sua criada era capaz de nutrir afeto ao menor sinal de gentileza. Bieren ficou furioso só de pensar em sua criada olhando para outra pessoa com aqueles olhos cheios de tanto carinho.
* * *
“O médico disse que esta noite pode ser um ponto de virada.”
O mordomo trouxe a triste notícia. Bieren não se comoveu com a notícia de que a morte de seu pai se aproximava rapidamente. Seu pai vinha sofrendo há muito tempo. Estava acamado desde que Bieren tinha dez anos e não saía da cama há bastante tempo. Bieren já havia aceitado a inevitável separação há muito tempo. Folheou os papéis e perguntou.
“E quanto à mãe e ao tratador de cavalos?”
“Eles provavelmente escaparão esta noite. Já providenciaram um barco no porto de La Manche.”
O mordomo suspirou. O tratador era jovem e robusto, com um rosto que faria o coração de qualquer mulher palpitar. No entanto, ele não passava de um tratador. Para uma mulher de nascimento nobre, como uma duquesa, fugir com um mero tratador de estábulos de um duque moribundo seria uma desonra para o nome da família Etterland.
“Quer que eu os impeça?”
O mordomo hesitou, olhando para Bieren absorto em papéis antes de falar. Apesar dos problemas da Duquesa, ela ainda era sua mãe. Era impensável abandonar um marido moribundo e um filho único.
“Por que eu deveria impedi-los?”
Bieren perguntou, sem conseguir entender. Sua mãe era inerentemente esse tipo de pessoa. Quando criança, Bieren havia se desesperado, mas aos poucos foi aceitando que um dia sua mãe deixaria o Ducado de Etterland. Bieren se virou para o mordomo, que curvou a cabeça em sinal de remorso.
“Vamos pegar um dos corpos do asilo e enterrá-lo ao lado do meu pai. Vamos fingir que a duquesa morreu de tristeza pela morte do marido.”
O mordomo ficou boquiaberto com as palavras frias de Bieren. Mesmo enquanto o mordomo apontava a barbárie de seu comportamento, Bieren não demonstrava nenhuma intenção de mudar de ideia. Ele simplesmente olhou para o criado paralisado e o demitiu.
“É só isso. Pode ir embora.”
Bieren sentou-se na poltrona de couro e olhou pela janela. Ao longe, podia ver a densa floresta e, no jardim, frutos vermelhos maduros pendiam das árvores. Era o lugar onde o Duque e a Duquesa, livres de doenças e preocupações, costumavam brincar com ele quando criança. Amanhã, eles desapareceriam daquele cenário, deixando-o sozinho. O jardim de rosas chamou a atenção de Bieren.
‘…Rosas, eu gosto do perfume das rosas.’
Sua jovem criada dissera que gostava de rosas. Nos dias em que ela usava sabonete feito de rosas secas finamente moídas, ele rondava por perto como se quisesse sentir o aroma. Ele se lembrou de como ela ficara feliz quando ele lhe dera aquele perfume de rosas. Bieren recordou que, no dia seguinte, apenas a criada permaneceria na mansão, enquanto todos os outros partiriam.
Ela estaria ao meu lado.
Absorto em seus pensamentos, Bieren avistou sua empregada passeando pelo jardim de rosas do lado de fora da janela e franziu a testa.
“O que ela está fazendo?”
Uma voz estridente irrompeu de sua boca. Lizbeth estava com o jardineiro. O jardineiro era uma cabeça mais alto que ela, com um corpo musculoso que parecia ter sido treinado carregando pacotes. Lizbeth aceitou o buquê de rosas que ele lhe ofereceu e sorriu amplamente. Quando Bieren viu seu sorriso radiante, sentiu sua racionalidade se esvair como um fio.
‘Ah, Mestre…’
Bieren se lembrou de Lizbeth chamando por ele. Seus mamilos endureciam a cada toque, e suas paredes internas se derretiam com seus dedos. Naquele momento, ao pensar em outro homem a tocando, sua raiva o dominou. Bieren se levantou num salto e abriu a porta do escritório com um empurrão.
“Jovem mestre, o banho está pronto…”
Bieren passou por um criado com passos furiosos, sem sequer cogitar chamar Lizbeth. Tudo o que conseguia pensar era em entrar na cena onde encontrara Lizbeth com o jardineiro e arrastá-la para longe com as próprias mãos. Durante a descida pelas escadas, ele se lembrava de Lizbeth gritando que até mesmo um simples toque entre suas pernas lhe causava dor.
‘Ah, por favor, é muito grande, dói…’
Sentindo o aperto em volta do dedo como se fosse cortá-lo, ele pensou que era o primeiro homem a invadi-la. Cada vez que expressava seus desejos, as lágrimas dela o convenciam de que ele era o primeiro homem dela. Bieren não tinha como saber como eram as primeiras vezes de outras mulheres, pois Lizbeth tinha sido a primeira mulher em sua vida. Então, ele não tinha certeza se Lizbeth era uma mulher que encontrava um homem por trás como a Duquesa ou não. Pensando nisso, ele imaginou Lizbeth gritando sob o jardineiro.
‘Ah, é, é, é demais!’
Quantos homens conseguiriam recobrar o juízo ao ouvi-la gemer e contorcer-se com aquela voz maldita e bonita? Assim como a Duquesa havia transado com o tratador de cavalos sem o conhecimento do Duque, Lizbeth poderia ter transado com o jardineiro pelas costas de Bieren. Assim como seu olhar afetuoso se voltou para ele, poderia ter se voltado para outra pessoa, e ele, tolamente, acreditou que era apenas para si. No momento da traição, ele percebeu, paradoxalmente, o quanto havia confiado no afeto da criada.
Bieren esperava causar repulsa em Lizbeth com atos lascivos para que ela perdesse o interesse nele. No entanto, ele se viu agindo como alguém que queria confirmar o afeto de Lizbeth por ele. Ele a estava testando para ver até onde ela o levaria, de forma astuta e arrogante.
Enquanto observava Lizbeth rindo com o jardineiro, ele percebeu que quem estava sendo testado não era Lizbeth, mas ele mesmo. Ele havia zombado da coragem da criada, pensando que ela abriria mão de tudo por ele, e ainda assim confiara nela. Sem confiar em Lizbeth, ele não conseguia explicar a sensação gélida de traição que o dominava.
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