Capítulo 5: O Propósito da Empregada (Parte 5)
Bieren pensou que seria tolo demais se caísse naquela doce mentira. Enterrar o nariz em sua carne macia, explorar com a língua, sugar com os lábios, penetrar, tudo fora obra dele. Nunca fora o desejo de Lizbeth. Era apenas algo que ele tomara. Ela não deveria ter nada. Tudo o que ela pudesse ter, ele destruiria, e não sobraria nada.
“Tão vulgarmente bela.”
Bieren murmurou enquanto olhava para Lizbeth inconsciente. Era um rosto que lhe parecia surpreendentemente familiar sempre que o via. Aquele rosto banhado em lágrimas, mais cativante do que sua cintura fina e seios fartos, o enlouquecia. Cada vez que a penetrava pela cintura, lembrava-se de quão sensível ela era. Ele empurrou seu membro ereto para dentro da estreita abertura novamente. Lizbeth, ainda adormecida, pareceu sentir a intrusão em seu ser e lentamente contorceu o corpo.
“Hum…”
“Você deveria aprender a chupar meu pau direito de agora em diante. Esse é o seu trabalho.”
Ele disse isso enquanto a agarrava pela cintura, puxando-a para si. O movimento de penetrá-la, puxando-a pela cintura, era lento, porém persistente. Ele queria dominá-la por dentro. Esperava que nenhum outro homem pudesse entrar nela, que ela pertencesse somente a ele. Bieren não retirou o pênis até que os primeiros raios da lua nascente rasgassem o céu e o amanhecer despontasse ao longe.
“Ah…”
Era impossível dizer quantas vezes aquilo tinha acontecido. Houve ocasiões em que o jovem Bieren passou a noite em claro cuidando dos assuntos do duque ausente. Não lhe era difícil ficar acordado a noite toda imerso no trabalho. Os desejos que ele havia reprimido por tanto tempo irrompiam e se infiltravam entre as pernas da criada. Seu pênis, que já havia sido ejaculado dezenas de vezes, já não estava mais limpo.
“…Hã, hã?”
Lizbeth acordou sentindo uma sensação de plenitude na parte inferior do abdômen. Olhando pela janela para a luz da aurora, parecia que a noite havia passado, mas Bieren ainda estava entre suas pernas. Ele sentiu as paredes internas da criada se contraírem quando ela acordou e apertou a parte inferior do abdômen.
“Se você estiver acordado, levante-se e mexa a cintura. Rápido.”
Assim como na noite anterior, Bieren ergueu a criada sobre si e a incentivou a mover a cintura por conta própria, segurando seus quadris e empurrando-os, mas Lizbeth tremia e mexia na parte inferior da barriga em vez de se mover. Cada vez que Bieren sacudia os quadris vigorosamente, ela contraía o baixo ventre e se contorcia.
“Mestre, o que está, uh, preenchendo, oh, a mim, oh…”
“Você fala como se tivesse concebido algo da noite para o dia.”
“Lá dentro, é, nossa, demais, hum…”
Lizbeth percebeu que não era apenas o pênis dele que a estava preenchendo. No dia anterior, ela estivera gemendo daquele jeito porque Bieren havia ejaculado demais. Seu estômago estava pesado e apertado por causa de todo o sêmen dentro dela. Bieren soltou um suspiro baixo enquanto observava sua empregada soluçar novamente.
“Só vou tirar meu pau para fora se você mexer essa bunda.”
“Ontem, você, ah, não tirou, ugh, ah!”
Lizbeth soluçava de ressentimento; ontem ela havia mexido os quadris para que ele tirasse o pênis para fora, mas Bieren não o retirou, ficou ainda mais excitado com seus movimentos e penetrou com mais força. Seu mestre era implacável e havia mentido para ela. Sempre que ela tentava escapar com uma determinação diferente daquela demonstrada quando ele apenas a provocava com os dedos, ele a agarrava e continuava a penetrá-la.
“Com sua xoxota apertando desse jeito, ai, como é que eu vou tirar?”
Ele agarrou seus quadris e penetrou com força. Seus seios voluptuosos balançavam para cima e para baixo, pingando o sêmen que ele havia ejaculado em seus mamilos. Lizbeth, agarrando o peito como se fosse desabar, falou.
“Mestre, ugh, ah, chega!”
“Eu te coloquei em cima para ver seus seios balançarem, por que cobri-los tão descuidadamente? Quantas vezes eu tenho que te ensinar isso?”
“Eu, eu deveria, ah, ir agora…”
Lizbeth soluçava, dizendo que devia ir embora agora. O amanhecer estava amanhecendo e, se ela não viesse, a governanta a castigaria. Bieren achou suas palavras sobre ir embora audaciosas.
Como ela ousa falar em me deixar, seu mestre, sem permissão?
Se eu a deixasse ir, quem mais ela seduziria?
Só de pensar nisso, ele sentia como se estivesse sendo apunhalado pelo apelo dela.
“Por favor, uh, me deixe ir, oh!”
“Você está falando em ir embora quando eu nem gozei ainda. Você deveria estar fazendo o seu trabalho.”
Bieren continuou suas estocadas, ouvindo seus apelos. Seu dever era abrir as pernas e receber seu pênis. Ele a colocara ali com esse propósito em mente, mas havia dedicado cuidado e afeto demais a ela. Mesmo sendo apenas uma criada, ele estava tão absorto em seus momentos juntos como se fossem amantes, a ponto de se sentir traído sem motivo. Bieren traçou uma linha em si mesmo em relação a Lizbeth.
“Varrer o chão e lavar a louça não são suas responsabilidades. Você só serve para ser trancada e limpar meu pau.”
Lizbeth apertou o baixo ventre, surpresa com as palavras dele. Se era excitação ou espanto, ele não sabia dizer. O que Bieren sabia, enquanto acariciava a virilha da criada, era o seguinte: a criada havia encontrado seu lugar. Seu lugar era no quarto dele. Ela precisava estar amarrada e esperando por ele no quarto para que ele lhe pagasse pelo dia.
“No futuro, seria melhor manter as pernas abertas para que você possa receber meu esperma sempre que eu quiser.”
Diferentemente das vezes em que ele a desabotoava lentamente com os dedos, desta vez ele pretendia penetrá-la de forma aleatória. Por isso, mantinha Lizbeth ao seu lado; era o mais natural. Lizbeth corou de vergonha com as palavras insultuosas dele. Lágrimas voltaram a brotar sobre os rastros secos de lágrimas em seu rosto.
“Por que, por que você está sendo tão cruel, ugh, ah…”
“Devo ter sido tão bonzinho com você por tanto tempo que você se esqueceu do seu propósito, e é por isso que você procurou outros galos.”
Lizbeth não tinha talento para apaziguar um homem furioso. Ele era o único que a havia domado, mas estava furioso, suspeitando que ela tivesse procurado outros. Só então Lizbeth percebeu completamente a diferença entre eles, que era como o céu e a terra. Ela só estava em posição de receber sua raiva, não de ter uma conversa para resolver mal-entendidos. Uma mera criada não podia estar em pé de igualdade com seu senhor. Acariciá-la desde o início havia criado uma relação distorcida. Por fim, ela fechou os olhos.
“Meu senhor, o Duque faleceu.”
O mordomo disse isso após uma breve batida na porta. Foi somente quando Bieren soube da morte do pai que retirou o pênis de entre as pernas da empregada. Não era exagero dizer que ela gritou ao ser preenchida até a borda, e o sêmen jorrou. Enquanto olhava para a poça de sêmen entre as pernas dela, Bieren ergueu os olhos. Finalmente, o amanhecer estava chegando. Ele limpou o pênis entre as pernas da empregada, cobriu o corpo inerte dela com um cobertor e saiu.
“E minha mãe?”
Bieren perguntou, saindo com um robe fino para indagar sobre o bem-estar do traidor. O mordomo curvou a cabeça profundamente, como se estivesse em desgraça, e respondeu.
“Ela já foi embora.”
Bieren sentiu como se estivesse ouvindo o que aconteceria se deixasse Lizbeth ir. Assim como a Duquesa que a acolhera, Lizbeth acabaria por procurar outros homens e o abandonaria. Bieren voltou-se para o mordomo.
“Vamos nos preparar para o funeral.”
Bieren pretendia manter apenas a criada na casa do duque, de onde todos os outros haviam partido. Se fosse natural que todos o abandonassem, ele até mesmo confinaria Lizbeth.
Assim começou a manhã de sua perda.
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