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Em Busca da Vingança Perfeita – Novel

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Capitulo 19

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Em Busca da Vingança Perfeita – Novel

Autor: 백설은

Capitulo 19


“Tessa?”

Surpresa, Roxana instintivamente colocou a máscara que segurava. Enquanto hesitava sobre o que fazer, o homem se aproximou em um passo e envolveu seus ombros.

“Velha Tessa. Quanto tempo.”

Uma voz um pouco animada penetrou seus ouvidos. Havia apenas uma pessoa capaz de vagar por aqui a esta hora tardia, em um estado tão vulnerável.

Curtis.

O corpo de Roxana enrijeceu. As mãos que a puxavam com força por trás a envolveram de forma sufocante. Roxana sentiu o perfume que tocou a base de seu pescoço antes de se afastar. Um leve cheiro de álcool, o aroma do vento frio, o cheiro de grama e uma suave fragrância de sândalo se misturaram, fazendo cócegas em seu nariz. Curtis, tendo desfeito o abraço, voltou para a frente dela e se agachou para alinhar seus olhares.

“Por que não me dá um cascudo? Não me diga que, ao envelhecer, você perdeu o temperamento?”

Era uma voz cheia de afeto, como se ele estivesse sendo mimado pela própria avó. Roxana olhou para o homem à sua frente, paralisada. Um sorriso travesso, brincalhão e gentil.

“Você não deveria ser feliz, Roxana.”

Era uma expressão completamente diferente daquela que ele usava ao sussurrar friamente. Embora fosse a mesma pessoa, parecia que ele usava a máscara de outro alguém.

“Ainda não quer nem conversar comigo? Mesmo que eu tenha roubado um pouco de dinheiro no final… Eu devolvi, não foi? Em dobro.”

A imagem de um cachorro grande com o rabo entre as pernas se sobrepôs à figura de Curtis. Sua mão se moveu sozinha. Os dedos estendidos roçaram a testa lisa e tocaram sua bochecha. Ele fechou os olhos como um filhote, saboreando aquele toque.

“Pensei que a vovó nunca mais fosse olhar para mim.”

“…….”

“Você disse que matar pessoas é algo que apenas monstros piores que animais fazem.”

Em vez da voz afiada que a examinava como uma ave de rapina, uma voz clara e brilhante, como a de um menino, ressoou como uma harmonia. Era um fragmento do antigo garoto que ela pensava ter perdido para sempre.

Dez anos.

Foram dez longos anos. Entre eles, havia um abismo profundo de mágoa e um tempo impossível de encurtar.

“Vovó.”

Ao ouvir o chamado, Roxana, despertando, retirou a mão apressadamente, como se tivesse se queimado. Lamentando a perda do calor, Curtis sentou-se no chão e pousou as mãos nos joelhos dela.

“Já que você veio ver meu rosto depois de receber a carta, está tudo bem. Não ficarei mais chateado.”

Os cílios que ele exibia ao olhar para cima eram longos e densos, nada comuns para um homem. A expressão, que antes parecia feroz com as pontas dos olhos voltadas para cima, agora, misturada às bochechas levemente avermelhadas pelo álcool, exalava uma atmosfera lânguida e sedutora.

“Aliás, tenho algo importante para falar.”

Murmurando, Curtis estendeu o braço em direção ao rosto dela.

“Mas antes disso, que tal me mostrar esse rosto caro?”

“Excelência.”

Pouco antes de Curtis arrancar a máscara, um soldado se aproximou. Aproveitando o momento em que a atenção de Curtis se desviou, Roxana levantou-se de um salto e fugiu.

* * *

Ela correu com todas as forças que tinha, até que o fôlego faltasse. Roxana disparou até seu quarto sem encontrar ninguém pelo caminho. *Baque*, ela fechou a porta e encostou as costas na parede, sentindo as pernas fraquejarem.

O rosto que encontrou depois de tanto tempo a deixou confusa. Era a sensação de ver um tesouro que ela pensava ter perdido há muito tempo, agora nas mãos de outra pessoa. Com uma sensação de perda inexplicável, Roxana fechou os olhos com força.

“…O que diabos você está pensando?”

Era natural que ele a odiasse. Afinal, o pai dela matou os pais dele. Como ela tirou tudo dele e o pisoteou, era justo que ele também tirasse e pisoteasse tudo o que ela tinha. Sua mente entendia, mas um canto de seu coração latejava. As memórias da infância, guardadas como preciosos fragmentos de ouro, transformaram-se em cacos de vidro afiados que perfuravam seu peito esquerdo.

Enquanto respirava fundo para se acalmar, ouviu uma voz irritada vindo do outro lado da porta que levava ao quarto.

“O que foi? Por que tanto barulho?”

Parecia que Frey havia acordado com o som alto no meio da noite. Como ela raramente conseguia dormir profundamente, qualquer tempo que passasse cochilando era precioso. Roxana, tendo rapidamente controlado as emoções que a atingiram como uma onda, abriu a porta lateral com cuidado.

“Peço perdão, senhorita. Acordei você por minha causa.”

“De onde você está vindo?”

“Disseram que havia ciganos por perto.”

“…Entendo.”

A expressão de Frey nublou-se por um momento antes de voltar ao normal. Percebendo as emoções da senhorita mesmo sob o luar fraco, Roxana aproximou-se lentamente da cama.

“Queria ver os ciganos? Se tivesse me dito, eu teria trazido um até aqui.”

“Não consigo nem enxergar, o que eu faria indo lá?”

“Mas ainda há o ar e os sons do local. Havia pássaros que falavam e até uma cobra que dançava ao som de uma flauta. Não está curiosa?”

Se ela quisesse, Roxana estava pronta para preparar uma saída imediatamente. Frey, balançando a cabeça com desânimo, deitou-se novamente e virou-se de costas.

“Não preciso. Veja você mesma o quanto quiser.”

Mesmo que fosse ver, ela sabia que sentiria apenas uma sensação de privação ainda mais profunda. Ela não queria que ninguém visse o estado em que se encontrava, ela que um dia fora a garota mais adorável do Sul.

“Vou dormir agora, saia.”

“Senhorita.”

Roxana, que normalmente teria se levantado silenciosamente, sussurrou calmamente.

“O fato de a senhorita ter perdido a visão não é culpa sua.”

“Eu sei disso.”

“E mesmo sem visão, a senhorita continua sendo adorável e linda.”

“…Eu também sei.”

“Na verdade, acho a senhorita um pouco fofa.”

“O quê?”

Surpresa, Frey virou-se novamente, abrindo a boca para repreendê-la. Ela estava pronta para despejar um sermão sobre a insolência, mas toda a vontade desapareceu ao ouvir o final trêmulo da frase.

“Você está chorando?”

“Não estou.”

Mentira. A voz estava cheia de umidade.

“Está mentindo para mim só porque não consigo ver?”

*Ahem*, Roxana limpou a garganta e mudou de assunto.

“Fico triste ao ver a senhorita agindo como uma criminosa, quando não cometeu erro algum.”

“Você bebeu?”

“Senhorita.”

Agora que mencionou, havia um leve cheiro de álcool. Frey, com o rosto franzido, foi puxada pelos dois braços.

“Ei!”

“Senhorita. Minha querida senhorita.”

“Solte isso…”

Ela tentou se desvencilhar, mas Roxana era mais forte. Enquanto Frey finalmente desistia e deixava o corpo relaxar, Roxana enfatizou repetidamente:

“A senhorita não tem culpa de nada. É a pessoa mais linda e adorável que já vi. Mesmo sendo um pouco malvada.”

“…….”

“Não gostaria que vivesse escondida. Se viver escondida sem ter feito nada de errado, as pessoas acabarão inventando pecados que não existem.”

“Roxana.”

“De qualquer forma… sinto muito.”

Foi um dia com muitos acontecimentos desde a manhã. Quando a tensão diminuiu, o cansaço a dominou. Roxana enterrou o rosto na cama, sentindo-se desmoronar.

“Roxana?”

Frey piscou seus olhos cegos, atônita. Como uma criada ousava não apenas ficar bêbada, mas também desmaiar na cama de sua patroa?

“Você realmente quer ser expulsa?”

Finalmente, ela encontrou um motivo. Ela não estava esperando justamente por uma oportunidade para expulsá-la? Se contasse a Robert agora mesmo, o assunto estaria encerrado.

“Preciso dar uma lição para que ela tome juízo.”

“Sinto muito…”

A mão que tateava a parede em busca da corda de chamada hesitou e desceu lentamente.

“…Não sei pelo que está pedindo desculpas. É um incômodo, então vou deixar passar.”

É só porque é um incômodo. Sem nenhum outro motivo. Frey, murmurando para si mesma como se estivesse dando uma desculpa, virou as costas para Roxana, fingindo não se importar. Pouco antes de adormecer novamente, a voz ecoou em sua mente como um eco.

*Eu gostaria que você não vivesse escondida.*

* * *

“No banquete?”

No dia seguinte, Curtis duvidou de seus próprios ouvidos. Ele mal conseguia acreditar que a pessoa à sua frente era realmente sua irmã mais nova.

“Frey. Você quer ir ao banquete?”

“Sim. Eu quero ir. Afinal, na minha idade, eu já deveria ter feito minha estreia na sociedade.”

“Frey.”

Uma voz cheia de preocupação chamou o nome da irmã. Diante da reação esperada, Frey respondeu com firmeza.

“Irmão. Já tenho quinze anos. Não sou mais uma criança. Muitas pessoas da minha idade já são casadas.”

“Mas.”

A alta sociedade estava infestada de velhas raposas astutas e mulheres traiçoeiras. Frey era jovem demais para entrar em um lugar repleto de nobres ardilosos.

“Seria melhor ir em uma próxima oportunidade. Em vez disso, farei outra coisa por você. Que tal um colar de diamantes? Se quiser, pode até criar um animal de estimação.”

“Irmão.”

Ela sabia que encontraria resistência. Frey estava consciente de Roxana, que estava parada atrás dela. Como já tinha dito uma vez, não podia voltar atrás.

No fim, não restava alternativa a não ser usar sua última arma.

“Por acaso, você tem vergonha de mim?”

“Senhorita Frey!”

Robert, horrorizado, interrompeu.

“Mesmo assim, não deveria dizer algo desse tipo.”

“Eu permitirei se você cumprir uma condição.”

Curtis, interrompendo o mordomo, direcionou seu olhar para Roxana, que mantinha os olhos baixos obedientemente. Ele não sabia o que ela havia sussurrado, mas, vendo Frey olhar de relance para ela, percebeu que fora ela quem movera a criança inocente.

Sentindo o olhar persistente, Roxana levantou levemente a cabeça que mantinha baixa. Ao mesmo tempo, seus olhos se encontraram. Assustada, ela desviou o olhar. Sentindo um desconforto inexplicável, Curtis impôs a condição.

“Se você conseguir realizar a dança perfeitamente dentro de cinco dias.”

Era uma condição próxima do impossível. Os rostos de Robert e Roxana ficaram pálidos. Como uma senhorita que não enxerga poderia dançar? E ela que finalmente começara a se interessar pelo mundo exterior.

Frey também ficou com o rosto pálido.

“O que disse?”

“Por acaso você tem o hábito estranho de pisar na barra do vestido e cair, ou de pisar no pé do parceiro e derrubá-lo?”

Era uma pergunta tão ácida que chegava a ser cruel. Enquanto Robert e Roxana, que acabaram envolvidos na briga entre os irmãos, trocavam olhares, faíscas invisíveis saltavam entre os dois.

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