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Em Busca da Vingança Perfeita – Novel

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Capitulo 26

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Em Busca da Vingança Perfeita – Novel

Autor: 백설은

Capitulo 26


“Olivia!”

“Irmã Roxana.”

“Você está trabalhando aqui esta semana?”

“Sim.”

Olivia, que estava parada ao lado, hesitante, entregou algo a Roxana.

“Bem, isto…”

Era um lenço. Quando Roxana perguntou com o olhar, Olivia apontou para Frey.

“A, a bochecha da senhorita está suja de leite.”

“Entregue você mesma.”

“O quê?”

Assustada, Olivia balançou a cabeça. O incidente da última vez ainda estava vívido em sua mente. Ela chegava a ter pesadelos com a imagem da senhorita, com seu rosto assustador, derrubando a comida.

“Está tudo bem. Vá.”

Como se tivesse lido sua mente, Roxana sorriu suavemente e falou com Frey.

“Senhorita. Olivia quer lhe dar um lenço. Ela disse que sua bochecha está suja de leite.”

“Ah. Sério?”

“Sim. Aqui está.”

Roxana, que entregou o lenço de Olivia para Frey, segurou a mão dela e limpou sua bochecha.

Olivia estava tensa, sem saber o que fazer, quando, no momento seguinte, ouviu algo que mal podia acreditar.

“Obrigada pelo lenço. Qual é o seu nome mesmo?”

“O… Olivia.”

Ela esperava que a senhorita ficasse furiosa por ter recebido um lenço áspero. Atônita com o agradecimento silencioso, Olivia trocou olhares com sua irmã, Kesi.

“Se é Olivia, então é aquela…”

Frey inclinou a cabeça ao reconhecer o nome.

“Sim. É ela.”

“Ah.”

Como se tivesse se lembrado, Frey assentiu. Kesi e Olivia se ajoelharam quase ao mesmo tempo no chão de terra suja.

“Pedimos perdão por aquela vez. Estávamos erradas. Senhorita!”

“Por favor, não nos mande embora! Eu imploro.”

As irmãs, pálidas, suplicavam uma após a outra. As criadas e servos que observavam sentiram pena e estalaram a língua em silêncio.

“Por favor, nos perdoe!”

Diante da situação repentina, surpresa, confusão, tristeza e arrependimento passaram pelo rosto de Frey. Roxana colocou a mão no ombro de Frey silenciosamente.

Após um momento de silêncio, como se estivesse escolhendo as palavras, Frey falou com franqueza.

“Não estou tentando me irritar. Sinto muito pelo que aconteceu naquela época.”

“Sim…?”

“Suas pernas estão bem?”

“Ah… sim.”

Olivia, que assentiu sem jeito, olhou para Roxana. Roxana sorriu como se dissesse para ela ficar tranquila. Frey, segurando a mão de Roxana que estava em seu ombro, perguntou calmamente, como se tivesse tomado uma decisão.

“Posso pedir um favor?”

“Um favor… seria?”

“Você poderia ser minha criada pessoal?”

“Sim?”

Foi uma sucessão de choques. Desta vez, Roxana também arregalou os olhos. Frey sorriu levemente e concluiu.

“É que a Roxana vai ficar ocupada por um tempo.”

* * *

Antes de receber o convite do Jovem Mestre Theo, Roxana precisava comprar vestidos e acessórios para usar na casa de campo. Frey era pequena e magra, então Roxana não podia usar as roupas dela.

Enquanto as costureiras, sob as ordens de Frey, tiravam as medidas atrás do biombo, Roxana sentia-se como se estivesse sobre espinhos.

“Dois vestidos são o suficiente, senhorita. Não preciso de brincos ou colares. Não há necessidade de gastar tanto tempo assim.”

“A menos que você queira envergonhar nossa família, aceite em silêncio, Roxana.”

Frey, fingindo uma ameaça, tocou vários tipos de tecido com as mãos.

“São macios e encorpados, perfeitos para confeccionar. Mas, como não consigo ver a cor…”

Murmurando baixinho, Frey virou a cabeça bruscamente.

“O que você acha, irmão? Qual cor combina mais com a Roxana? Eu não sei como é o rosto dela.”

Curtis, que limpava sua espada, estreitou os olhos.

“Então foi por isso que você me chamou.”

“Você não pode tirar um tempinho para sua irmã?”

Diante da cobrança audaciosa, Curtis soltou uma risada seca. Recentemente, Frey havia mudado, sem dúvida. Ela não era mais a Frey de antes, que se trancava no quarto e evitava olhar para o rosto dele. Comparado ao passado, quando ela o culpava e o afastava por tê-la abandonado no convento, era melhor vê-la enfrentando-o com tanta ousadia.

“Como não consigo ver, qual cor é melhor?”

“Quem sabe.”

Curtis, guardando a espada na bainha, lançou um olhar sobre os tecidos nos quais Frey se concentrava.

“Parecem todos iguais para mim.”

“É por isso que os homens são assim!”

Frey balançou a cabeça negativamente e estalou a língua.

“É por isso que o irmão não conseguiu se casar até hoje.”

“Você quer que eu me case?”

Diante do ataque repentino, Curtis estreitou os olhos.

“Não. Bem. Não é exatamente isso.”

O olhar de Frey desviou-se discretamente para onde Roxana estava. Se ela tivesse uma nova cunhada, preferiria alguém como Roxana a uma completa estranha. Não, ela queria que fosse Roxana. Ela ainda se lembrava vividamente de como seu irmão, que agia como uma estátua de pedra nos banquetes, correu rapidamente para procurá-la. Embora o status fosse um problema, ele nunca se importou com o olhar dos outros, então talvez não fosse um problema. No entanto, forçar os dois poderia causar o efeito contrário.

Dizem que o relacionamento entre um homem e uma mulher é algo que só os envolvidos podem entender. Mesmo sem enxergar, Frey podia sentir. Uma tensão inexplicável sempre pairava entre os dois.

Enquanto Frey hesitava, Curtis levantou-se.

“Faça o que quiser com as roupas. Chamarei o mercador, pode comprar tudo se desejar. Com licença.”

Ele estava prestes a se virar e sair quando o biombo que escondia Roxana foi removido. Alice e Kesi, que ajudaram Roxana a trocar de vestido, elogiaram-na com rostos orgulhosos.

“Como está? Combina muito, não é?”

“Parece uma verdadeira dama nobre. Não acha?”

“O que foi? Expliquem-me. Como ela está?”

Frey, impaciente, apressou as duas. Enquanto Kesi e Alice descreviam o vestido com entusiasmo, o olhar cinzento de Curtis ficou fixo em Roxana.

O vestido era de um azul pálido como a névoa, com um decote que revelava levemente o início dos seios sob os cabelos ruivos que cresciam até a clavícula. A parte que ia do peito aos ombros era bordada com pequenas flores brancas, e camadas de tecido leve foram adicionadas para dar um pouco de volume.

A cintura fina, que podia ser envolvida por um braço, estava firmemente presa pelo espartilho, parecendo ainda mais estreita que o normal. A saia, que caía em abundância, também possuía camadas de tecido, enfatizando ainda mais a suntuosidade.

“Qual é a sua opinião, irmão?”

“Hum.”

Curtis, que despertou tardiamente com a pergunta de Frey, inclinou a cabeça.

“Ela está bonita?”

Os olhos cinzentos percorreram a pequena testa dela, as orelhas e o queixo afilado. Roxana, sem perceber, endireitou as costas.

Curtis, que a observou de cima a baixo como se estivesse avaliando um produto, disse com desaprovação.

“Parece estar com frio. Não vai pegar um resfriado?”

“Posso colocar um xale por cima. Por sorte, tenho dois xales de arminho.”

“Isso é bom. Mas acho melhor adicionar mais tecido na região do peito.”

O olhar descarado de Curtis dirigiu-se ao decote de Roxana. Sentindo o rosto arder como se ele estivesse despindo-a com os olhos, Roxana rapidamente cobriu o peito com as mãos. Curtis zombou com uma expressão de desprezo.

“Mesmo que não haja muito o que ver, é instinto masculino olhar para lá.”

“Animal! Saia daqui!”

Frey, também com o rosto em chamas, jogou uma almofada na direção onde ele estava.

* * *

O tempo passou rapidamente e a data do convite chegou. Durante os últimos dez dias, Robert esteve ocupado preparando a bagagem. A maior parte pertencia às duas senhoritas. Vestidos, acessórios, lanches para a viagem, o cozinheiro e até presentes para o Jovem Mestre. Cinco carruagens foram mobilizadas.

Quando Robert quis adicionar mais coisas, achando que faltava algo, Curtis o impediu firmemente.

“São três dias de ida e volta, e ficaremos apenas três dias. Não vamos ficar muito tempo, então não precisa exagerar nos preparativos.”

“Sim… entendido. Se algo acontecer, por favor, envie uma mensagem imediatamente.”

“Farei isso. Cuide bem do castelo e do território enquanto estivermos fora.”

“Com certeza. Mas tem certeza de que quer deixar Greg para trás? E se algo acontecer?”

“É a primeira vez que ouço tal preocupação. Está tão preocupado assim?”

Curtis, com um sorriso inclinado, retrucou. Robert, recuperando a compostura diante daquela tranquilidade, balançou a cabeça.

“Não. Acho que me preocupei à toa. Tenha uma boa viagem.”

Aquele a quem ele servia fora, outrora, o líder de um grupo de mercenários que abalou o país inteiro. Alguém que superou as missões mais cruéis com um pequeno grupo de elite.

“Vamos!”

Assim que Curtis montou no cavalo, o cocheiro chicoteou os animais. Robert, que acompanhou o grupo até a ponte levadiça para se despedir, arregalou os olhos ao ver uma criada que seguia o grupo tardiamente.

“Lizzie? Por que você está aqui?”

Ela carregava várias malas e parecia estar prestes a chorar.

“A senhorita Frey disse que faltavam criadas para servi-la e pediu que eu a acompanhasse. Foi uma ordem dada de repente nesta madrugada, por isso demorei a me preparar. O que eu faço?”

“A senhorita? Mas a casa de campo disse que forneceria uma criada pessoal.”

“Ela disse que, pensando bem, não achava certo não levar ninguém.”

Robert franziu a testa. Era estranho. Ele sabia que, desde que Lizzie foi repreendida por Roxana, ela vivia falando mal dela pelas costas. Embora estivesse quieta desde que Roxana ganhou a confiança de Frey.

“Sim. O que eu faço? Se ela souber que não fui, serei punida…”

“Ah, céus…”

Embora estivesse muito mais branda ultimamente, aquela ainda era a senhorita Frey. Não se podia garantir o que aconteceria se ela fosse contrariada. Após um momento de dúvida, Robert chamou alguém e trouxe um burro.

“Não faz muito tempo que partiram, você conseguirá alcançá-los rapidamente. Vá logo.”

“Sim. Obrigada, mordomo!”

Lizzie, radiante, assentiu várias vezes. Era apenas uma criada, então estaria tudo bem. Robert virou-se com uma expressão de desconforto.

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