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Em Busca da Vingança Perfeita – Novel

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Capitulo 30

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Em Busca da Vingança Perfeita – Novel

Autor: 백설은

Capitulo 30


Seguindo as instruções de Lizzie, atravessei o gelo em direção à floresta e, de fato, não demorou muito para avistar o armazém. Roxana, ajustando o casaco, bateu à porta.

“Com licença.”

Não havia sinal de vida lá dentro. Com um pressentimento sinistro, Roxana hesitou e deu um passo atrás. Foi no momento em que se virou para se afastar do armazém que a porta se abriu com um rangido, e uma mão surgiu, tapando sua boca.

“Mmm!”

Sem tempo para lutar, Roxana foi arremessada para dentro do armazém escuro. O agressor acendeu uma vela e se aproximou. Ao reconhecê-lo, os olhos de Roxana vacilaram.

“Visconde… Otis?”

“Deveria me chamar de Visconde. Sua criatura vil.”

Derek, com a testa franzida, chutou o ombro dela. Roxana, contendo um grito, levantou-se apoiando as costas na parede.

“O que significa isso? Por que aqui?”

“A pessoa que você espera não virá. Aqui estamos apenas eu e você.”

A luz da vela iluminou Roxana. Ao ver o corpo sensual escondido sob o vestido, Derek engoliu em seco. Aproveitando a hesitação dele, Roxana lançou-se em direção à porta e girou a maçaneta.

“Sua!”

“Ah!”

Derek a jogou violentamente de volta ao chão e montou sobre ela. Roxana resistiu desesperadamente, afastando as mãos dele que tateavam o decote de seu vestido. Irritado, Derek desferiu um tapa em seu rosto. Quando Roxana ficou paralisada pela dor, como se estivesse quebrada, ele sorriu satisfeito.

“Fique quieta. Afinal, você não rolou na cama com aquele Curtis inúmeras vezes?”

“…….”

Observando os olhos gananciosos dele, Roxana empurrou os ombros de Derek. A conversa que aquele homem tivera na noite anterior era, sem dúvida, sobre ela. O Visconde Otis a via como amante de Curtis e pretendia desonrá-la. Por algum motivo, para se vingar de Curtis.

“Vai acabar logo, então comporte-se.”

Lá fora, o vento cortante da tempestade de neve batia nas janelas do armazém. Roxana, perdendo completamente as forças, fechou os olhos.

“Isso. Assim mesmo. Se eu gostar do que sentir, talvez eu a tome como minha concubina.”

Derek, acariciando a bochecha de Roxana, começou a despir seu vestido lentamente. Se ele tomasse aquela mulher, veria o rosto de Curtis se contorcer. Ele era um filho ilegítimo do rei; mesmo que tocasse em uma amante vil, não sofreria retaliações. No momento em que tocou a pele branca e lisa que tanto desejava, a cabeça da mulher, que balançava em resistência, soltou-se como uma peruca.

“O que é isso?”

Enquanto Derek, surpreso, baixava a guarda, Roxana aproveitou a oportunidade e ergueu o joelho, atingindo o centro dele.

Pah.

“Aaaargh!”

Segurando a virilha, Derek rolou pelo chão.

“Sua vadia! Sua desgraçada!”

Com as veias do pescoço saltadas pela dor e pela raiva, Derek estendeu a mão para agarrá-la. Roxana, escapando de seu alcance, escancarou a porta. Ao mesmo tempo, um vento violento invadiu o local, cortando até os ossos. Por causa da neve que caía, impedindo a visão de um palmo à frente, ela não conseguia determinar a direção. Enquanto ela hesitava, Derek levantou-se cambaleante e gritou.

“Não vou deixar você escapar. Vou te matar. Sua desgraçadaaaaa!”

* * *

As negociações terminaram apenas ao cair da noite. Foi um desfecho que satisfez ambos os lados até certo ponto. Enquanto massageava a nuca dolorida e entrava no quarto, alguém bateu à porta apressadamente.

“Frey?”

“Irmão! É uma emergência. Roxana desapareceu.”

“O quê?”

Foi como levar um banho de água fria. Curtis, suprimindo sua agitação, falou com esforço para manter a calma.

“Explique com calma.”

“Ela disse que ia tomar um ar e não voltou. O que faremos? Está nevando muito agora, e se ela se perdeu no caminho…?”

Frey, chorosa, agarrou-se a Curtis. Acalmando a irmã, Curtis pensou rapidamente.

Será que ela fugiu? Não. Não havia motivo para fugir imprudentemente em um lugar desconhecido com este clima. Acima de tudo, dada a sua natureza altiva, tal coisa era impossível.

“Você.”

O olhar afiado de Curtis recaiu sobre Lizzie, que servia Frey.

“Onde você estava?”

Sob a pressão avassaladora, Lizzie desviou o olhar.

“Eu, eu estava organizando as varas de pesca e fiquei ao lado da senhorita Frey o tempo todo. Quando cheguei, ela já não estava lá.”

“É mesmo?”

Curtis, tendo descoberto algo, curvou os lábios.

“Havia terra no gelo?”

Ele apontou para a bainha do vestido, que estava suja de terra.

“Ah… ah.”

Tensa, ela não havia notado. Lizzie, pálida, desabou no chão. Curtis, olhando para ela com olhos gélidos, ordenou:

“Diga o que aconteceu. Não omita nada.”

“Eu errei!”

Lizzie, prostrada, acabou confessando a verdade. Assim que ouviu o relato, Curtis pegou seu casaco e saiu imediatamente. Ignorando os pedidos de Frey e da Princesa Consorte Margaret para que parasse, ele seguiu direto para a floresta.

“Roxana!”

A escuridão profunda e a neve que caía bloqueavam sua visão. A única coisa em que podia confiar era no som.

“Roxana!”

Ele gritou até perder a voz, mas não houve resposta. Sempre que sentia o menor movimento e corria, encontrava apenas rastros de animais. Depois de vagar por um longo tempo, Curtis encontrou o armazém e escancarou a porta.

“Roxana!”

Ele chamou pelo nome, mas o que estava lá dentro era um rosto que ele detestava. Derek Otis, encurralado pela neve que se intensificava, viu-o e colou-se na parede, aterrorizado.

“Marquês… da Fronteira!”

“…….”

“Não sei que mal-entendido houve, mas sou inocente. Aquela mulher me seduziu!”

Curtis, sem dizer uma palavra, lançou um olhar ao Visconde, aproximou-se a passos largos e sacou uma espada pendurada na parede. Ao som sinistro da lâmina, Derek encolheu-se.

“Eu, eu sou um filho ilegítimo do Rei! Se me tocar, você não sairá ileso! Seu mero cão de caça!”

“Sim. Foi o que você disse.”

Murmurando, Curtis golpeou com a espada. No instante seguinte, ouviu-se algo caindo. Derek, que fechara os olhos com força, sentiu algo estranho e, ao abrir os olhos, viu os olhos cinzentos de Curtis, escurecidos. Curtis sorriu levemente e respondeu em voz baixa.

“Lembra-se? Visconde. Você me perguntou se eu o odiava por ser um filho ilegítimo.”

Diante da pergunta inesperada, o Visconde apenas abriu a boca. Com um olhar de quem ensina uma criança com dificuldades de aprendizado, Curtis acrescentou:

“Não. Eu o desprezo simplesmente porque você é um verme. Fiquei surpreso por você perguntar algo tão óbvio. Sr. Otis.”

“…O quê?”

“Agora você não é apenas um verme, mas um verme com a orelha arrancada por um cão de caça.”

“A-aaah. Aaaaaaaah! Minha, minha orelha!”

Só então, seguindo o olhar de Curtis, Derek percebeu a orelha esquerda caída e, em choque, pressionou as duas mãos para estancar o sangue que jorrava. Curtis, olhando para ele com desdém enquanto se contorcia de dor, virou-se rapidamente.

Não havia tempo. Ela poderia ter sido devorada por animais selvagens ou morrido congelada antes disso. Deixando o Visconde para trás no chalé, Curtis seguiu para o interior mais profundo da floresta.

“Roxana! Responda!”

No entanto, por mais que procurasse, Roxana não aparecia. A neve caía cada vez mais forte e o vento soprava com mais violência. Foi quando, pela ansiedade, sua visão começou a escurecer.

“Aquilo é…”

Algo entrou em seu campo de visão. Lobos, com os dentes à mostra, estavam reunidos ao redor de uma árvore. Um pressentimento sinistro percorreu sua espinha. Curtis, segurando a espada com força, correu para lá.

“Au!”

O bando de lobos, assustado, recuou e logo avançou. Enquanto enfrentava os lobos, Curtis olhou de relance para a árvore. Ao ver a figura encolhida, ele percebeu que seu pressentimento sinistro estava correto.

“……Roxana.”

Roxana, pálida de medo e frio, estava cercada pelo bando de lobos. Curtis, cerrando os dentes, golpeou com a espada. Ao abater o que parecia ser o líder, o bando, percebendo que não tinha chances, fugiu rapidamente.

Ele jogou a espada de lado e tirou o casaco que vestia, cobrindo-a.

“Roxana.”

Envolvendo o pescoço gelado dela com as mãos, ele a levantou com cuidado. Roxana, abrindo os olhos lentamente devido ao calor repentino, olhou para Curtis.

“……Curtis?”

“Sim. Sou eu.”

Nos olhos roxos dela, o menino de sua infância se refletia. O primeiro amor, um pouco travesso, mas sempre gentil e atencioso com ela. Sentindo um calor profundo no peito, Roxana sorriu fracamente.

“Onde você estava? Senti sua falta.”

“…….”

“Esperei tanto por você……. Você disse que viria.”

Ela não falava do presente. Ela estava em algum lugar do passado. Intuitivamente, Curtis sorriu de volta.

“Sinto muito. Estou atrasado. Roxana. Eu disse que viria logo.”

“Está tudo bem……. Já que você veio, é o suficiente.”

Com uma voz pequena, como um sussurro, Roxana fechou os olhos. Curtis, abraçando-a com força, caminhou em direção aos rastros restantes.

Ao avistar o armazém, ele viu as pessoas que, tardiamente, haviam saído à procura deles.

“Estamos aqui!”

No meio daquele grupo, Curtis encontrou um rosto indesejado.

Aquele que liderava as pessoas não era outro senão Enoch Ferentz.

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