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Em Busca da Vingança Perfeita – Novel

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Capitulo 2

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Em Busca da Vingança Perfeita – Novel

Autor: 백설은

Capitulo 2


Aos nove anos, Roxana amava a casa de veraneio que parecia ter saído diretamente de um conto de fadas. A pequena mansão de madeira de dois andares, cercada por azaleias, rododendros, cedros-do-líbano e palmeiras, erguia-se sobre um penhasco. Ao abrir as cortinas do quarto, podia-se contemplar de relance a areia branca e ofuscante e o mar cor de jade.

Roxana preferia aquela casa pequena ao castelo do Marquês, com seus enormes pavimentos de mármore. Preferia a mansão da mãe, onde um casal de idosos gentis e bondosos cuidava de tudo, ao castelo do pai, onde jovens criadas e servos de uniforme circulavam apressados.

Desde que seus avós maternos faleceram no ano retrasado, aquela era a primeira vez que ela retornava à casa de veraneio. Roxana sabia que sua mãe e seu pai brigavam com frequência. Enquanto o pai subia para a capital, a saúde da mãe piorou e, sob o pretexto de repouso, ela pegou a mão de Roxana e retornou à sua terra natal. Sem entender a complexidade da situação, Roxana estava apenas feliz por ter escapado daquele castelo sufocante.

— Mamãe. Hoje vou à praia catar conchas! Se encostar no ouvido, dá para ouvir o som das ondas.

— Não vá muito longe. O vento está estranho, então brinque aqui na frente. Entendido?

Sua mãe às vezes dizia coisas estranhas. Embora intrigada, Roxana assentiu.

— Claro! Voltarei logo.

Roxana beijou as bochechas pálidas da mãe, vestiu o casaco rapidamente e saiu da mansão. Enquanto descia, encontrou no caminho alguém que subia montado em um potro, puxando uma carroça carregada de mantimentos. Era um velho de pele escura, curtida pelo sol. Quando Roxana sorriu abertamente por vê-lo, o velho retribuiu o sorriso.

— Senhorita, para onde vai?

— Para a praia aqui embaixo!

— Não vá muito longe. Já está quase na hora do jantar. E tome isto.

O velho tirou o chapéu de palha que usava e o entregou, rindo com um som rouco.

— O sol está forte, então use-o. É um pouco grande, mas serve.

— Obrigada, vovô Hans! Voltarei logo!

Acenando com as duas mãos, Roxana desceu o penhasco íngreme com passos leves, como se pudesse voar.

O mar cor de jade, que se estendia além da areia branca, estava calmo. As ondas que molhavam seus pés eram cócegas e refrescavam o peito de seus pés. Enquanto procurava por conchas, Roxana desenhou o rosto da mãe na areia com um galho.

Diferente de quando estavam no castelo, o rosto da mãe parecia muito mais sereno ali. Ao lado, Roxana desenhou o seu próprio rosto.

— Devo desenhar o rosto do papai também…?

Roxana murmurou, mas logo balançou a cabeça. Ele sempre estava com uma expressão de raiva. Quando a mãe estava com o pai, sua expressão sempre escurecia. Foi quando ela decidiu desenhar seu rosto ao lado do da mãe.

— Não!

O vento soprou forte e o chapéu voou para o mar. Em pânico, Roxana correu na direção para onde o chapéu fora levado. Pensou que conseguiria pegá-lo rapidamente, mas a brisa marinha, antes suave, tornou-se cada vez mais violenta, arrastando o chapéu para águas mais profundas.

— Ugh!

Quando percebeu que algo estava errado, a água do mar já chegava ao seu queixo. Tentou virar-se, mas uma onda que avançou cobriu até o topo de sua cabeça. Uma flutuabilidade pesada a envolveu completamente. A temperatura gélida da água parecia congelar seus ossos.

[pensamento]Socorro![/pensamento]

Gritou desesperadamente, mas nenhum som saiu. Roxana esticou os braços acima da superfície com toda a força que lhe restava. No entanto, quanto mais se debatia, mais sua energia se esvaía, e sua consciência tornava-se turva devido à água do mar que invadia seu nariz e boca.

[pensamento]Vou morrer assim?[/pensamento]

Foi no momento em que perdia a consciência que uma silhueta um pouco maior que a dela se aproximou. Entre a visão embaçada, viu olhos cinzentos brilhando intensamente. O garoto, que se aproximou como uma sereia cortando as águas agitadas, agarrou o corpo de Roxana.

No instante em que tentou identificar o rosto do garoto, alguém sacudiu seus ombros com urgência.

— Senhorita! Acorde!

Com o toque que sacudia seus ombros rudemente, Roxana, aos dezenove anos, abriu os olhos. O sono desapareceu diante do vento frio que penetrava pelas frestas da muralha, e ela viu um rosto aflito.

— Mary?

— Não é hora de ficar assim. Fuja comigo agora!

A pessoa que a acordou era a criada Mary. Roxana levantou-se de um salto. Ao abrir a veneziana para observar a situação abaixo, ouviu uma ordem estrondosa.

[grito]Reorganizem as fileiras e tranquem todos os portões do castelo com ferrolhos! Carreguem a artilharia no topo da torre! Não deixem que passem de jeito nenhum![/grito]

[grito]Protejam o Lorde e que a guarda se reúna imediatamente na torre central![/grito]

Quem dava as ordens aos cavaleiros e soldados alinhados era o comandante da ordem de cavaleiros. Sob as tochas vermelhas, era possível ver os soldados, que nem sequer tinham terminado de se armar, paralisados. Roxana, em choque, abriu a boca.

— O que está acontecendo? Que confusão é essa de repente?

— Cavaleiros armados invadiram. Dizem que já passaram pelo portão externo e estão vindo direto para cá!

À resposta de Mary, Roxana cruzou os braços e abraçou os próprios ombros. Viu um grande grupo de tochas se aproximando à distância. Os invasores, vestidos com armaduras negras, pareciam um bando de corvos gigantes. Aqueles que não deixam nem um pedaço de carne da presa para trás. Assim que processou a situação, suas pernas perderam a força. Mary estendeu a mão para segurar Roxana, que cambaleava.

— Precisamos fugir agora mesmo… Senhorita?

— Estou bem. Mais importante, Mary.

Não precisava de apoio. Roxana recusou a mão de Mary e controlou sua voz trêmula com dificuldade.

— O pai… o Lorde, onde ele está?

— Bem… isso é…

Diante da resposta vaga, Roxana mordeu o lábio inferior. Atrás, havia um penhasco rochoso íngreme. Não havia para onde fugir. Provavelmente, ele estaria escondido na parte mais profunda da torre principal. Se a única filha vivesse ou morresse, ou quantos servos sangrassem, apenas sua própria segurança importava. Ele era esse tipo de pessoa.

— Senhorita, não temos tempo… Sim?

Mary, que batia os pés de ansiedade, apressou Roxana. Roxana fechou os olhos, respirou fundo e tomou uma decisão.

— Mary. Vou lhe mostrar a passagem secreta do castelo agora. Enquanto os cavaleiros ganham tempo, evacue todos, desde os pajens até as criadas, um por um.

— Sim?

— Dez anos. Faz dez anos desde que a ordem de cavaleiros saiu deste castelo do Marquês pela última vez. O comandante é parecido com o que era na juventude, mas os cavaleiros sob seu comando tornaram-se preguiçosos e fracos devido à longa paz. Só de olhar, percebe-se que não podem enfrentar aquelas tropas.

Era a mais pura verdade. Desde que a rebelião foi suprimida na época do Marquês anterior, a ordem de cavaleiros da família Dalton nunca havia entrado em combate.

Além disso, com a mudança de geração para o atual Marquês, a natureza da ordem mudou completamente. Não eram mais um grupo de escolta que protegia o castelo, o povo e o senhor, mas sim uma organização de soldados de baixa qualidade que se tornaram os cães de caça do Marquês, ameaçando, oprimindo e explorando o povo. Se considerasse até os cavaleiros que renunciaram aos seus títulos por decepção, o tamanho da força era um bando de desordeiros.

— E a senhorita?

Mary, que hesitava, acabou concordando. Roxana deu um sorriso fraco para a única pessoa que se preocupava com ela até o fim.

— Tenho um lugar para ir. Assim que terminar isso, irei atrás de vocês.

* * *

[grito]Socorro![/grito]

[grito]Por favor! Pelo menos poupem minha vida! Aaaaaah![/grito]

[grito]Aaaaaah![/grito]

O som de metal colidindo, gritos, o cheiro de sangue e o fogo vermelho. A ordem de cavaleiros, relaxada pela paz, não foi páreo para o exército que atacou de surpresa. Roxana observava o castelo do Marquês, onde vivera toda a sua vida. O castelo gigantesco, que parecia tocar o céu, ardia em chamas. Era o momento em que tudo se tornava cinzas.

Não há injustiça, nem raiva. O pai apenas recebeu o preço de seus pecados.

Roxana não chorou. Embora estivesse ajoelhada no chão frio de terra com os braços e pernas amarrados, seu coração estava mais calmo do que nunca.

— Seus canalhas cruéis! Como ousam atacar nossa família do Marquês Dalton!

Por outro lado, o mordomo Harold, que estava preso com ela, era o oposto. Talvez a raiva tivesse engolido o medo, ele gritava a plenos pulmões e cuspia insultos ao lado dela.

— Malditos, vocês receberão a punição divina! Vocês sabem o quão importante é o nosso Marquês?!

Incapaz de suportar os gritos que soavam como um último suspiro, Roxana desviou o olhar lentamente.

— Mordomo.

Harold, que gritava com todos ao redor, virou a cabeça bruscamente.

— Pare com isso agora.

— Senhorita…!

— Tudo acabou. O comandante da ordem morreu em combate e a maioria dos cavaleiros e soldados se rendeu. O pai também…

Embora estivesse escondido na sala secreta, foi descoberto em pouco tempo e, ao tentar fugir, tropeçou e caiu para a morte. Foi o fim miserável do Marquês Dalton, que costumava exercer seu poder com arrogância.

— Senhorita! Como assim, acabou?!

Harold jamais poderia abrir mão de todas as regalias que desfrutava sob o Marquês ganancioso. Ele não conseguia aceitar a situação de forma alguma.

— Não é verdade. Não acabou. O jovem Duque não está aqui?

— Harold…

— Eles não nos matarão imediatamente. Provavelmente nos levarão até a capital. Aproveite a oportunidade para fugir e envie um telegrama. Se pedir ajuda, poderemos nos reerguer. O senhor Enoch é sobrinho de Sua Majestade, não é? Não foi o próprio Rei quem os uniu?

— Não. Ele não vai ajudar.

Roxana deu um sorriso amargo e balançou a cabeça. Seu noivo, o Duque Enoch Ferentz, a detestava profundamente. Já fazia tanto tempo que ela nem se lembrava de quando o vira pela última vez.

O motivo era claro. Era por causa de sua família, que era odiada por todos os lados. O Duque, que era um perfeccionista, via a família do Marquês Dalton como se fosse lixo.

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