Eu Só Preciso do Filho do Duque – Episódio 119: Racionalização
Os dedos enluvados de Herdin roçaram o lábio inferior de Bleier. O corpo dela estremeceu ao sentir o couro frio contra sua pele delicada.
Preço.
Enquanto remoía a palavra que ele havia sussurrado, Bleier finalmente entendeu ao que ele se referia.
Há pouco, ela havia imposto como condição que faria tudo o que ele quisesse se poupasse Mikhail, e Herdin, atendendo ao pedido, deixara o homem partir sem tocá-lo.
Portanto, agora era a vez dela cumprir sua parte.
Ele, que em circunstâncias normais não hesitaria em tomar seus lábios com voracidade, apenas aguardava em silêncio. Ainda assim, segurava o rosto dela para impedi-la de desviar o olhar.
Sempre que sentia sua respiração quente, Bleier percebia a própria boca secar completamente.
“Foi uma promessa minha.”
Observando fixamente os olhos azuis dele, cheios de desejo, Bleier finalmente aproximou seus lábios dos dele com cautela.
Diante daquele beijo passivo, o desejo de Herdin incendiou-se como um pavio aceso.
Ele puxou para si a mulher que tentava se afastar e devorou sua boca com brutalidade. Quando Bleier se encolheu, surpresa com aquele ímpeto avassalador, ele a perseguiu como uma fera caçando sua presa.
Como se isso ainda não bastasse, ergueu Bleier de repente, colocando-a sentada em seu colo, enquanto segurava sua nuca para bloquear qualquer fuga.
Presa por ele, Bleier perdeu inevitavelmente o fôlego e até a saliva. Em meio à consciência turva pela respiração ofegante, a única coisa nítida era o movimento ardente que explorava sua boca.
Ao mesmo tempo, ela sentiu a mão dele acariciando sua barriga. Um toque que normalmente evitava com todas as forças, mas que, naquele instante, lhe pareceu estranhamente reconfortante.
Só recuperou parte da razão quando os lábios dele tocaram a pele sensível de sua nuca.
O ar frio que roçava suas costas nuas contrastava com o calor da respiração dele em seu pescoço, fazendo um arrepio percorrer seu corpo. Quando percebeu, os botões traseiros de seu vestido já haviam sido desfeitos, e a roupa escorregava até a parte superior do peito.
Ao notar a intenção dele, Bleier o chamou apressadamente.
Herdin respondeu ao chamado, mas não parecia disposto a parar. Seus lábios desceram, beijando a curva superior de seu peito.
Bleier agarrou desesperadamente o vestido que ele tentava abaixar por completo e suplicou:
—Aqui… aqui não.
Mas nada parecia alcançar uma besta faminta há mais de dois meses.
Ele puxou suas costas para mais perto, afastou as mãos dela e apertou seus seios já mais volumosos.
No entanto, seu comportamento desenfreado cessou no instante em que percebeu uma umidade estranha na roupa dela.
Ao notar aquilo, lembrou-se da pergunta que fizera ao médico no dia anterior — se já era possível que Bleier estivesse produzindo leite.
Ou seja, aquilo era a prova de que o corpo dela estava se preparando para ser mãe.
A mulher que carrega meu filho.
No momento em que essa consciência o atingiu, uma tênue linha de razão retornou, lembrando-o de que não podia tratá-la com a mesma brutalidade de antes. O corpo dela agora estava mais pesado, e até sua forma de andar já era mais cuidadosa.
Herdin fechou os olhos, engolindo um suspiro.
Sentia que, naquele estado, seria difícil se conter apenas vendo o rosto excitado de Bleier.
O desejo que mal conseguira reprimir desceu rasgando sua garganta.
Enquanto se agarrava à própria razão por um fio, beijou suavemente a clavícula dela.
E então, com a outra mão, começou a fechar novamente os botões de seu vestido.
Para que nada mais ficasse exposto.
Bleier, pensando que ele tentava arrancar o restante de sua roupa, se debateu assustada, fazendo Herdin soltar um suspiro sofrido antes de murmurar:
—… Quieta. Fique quieta.
Mesmo sem intenção, cada movimento dela fazia seus quadris roçarem nas coxas dele, estimulando-o ainda mais.
Quando Bleier percebeu isso, congelou imediatamente.
Herdin acariciou sua barriga enquanto lutava desesperadamente para manter o autocontrole.
Mas sua escassa paciência chegou rapidamente ao limite, apenas com o perfume da pele de sua nuca e os fios de cabelo dela roçando seu rosto.
No instante em que sentiu vontade de arrancar até os botões que ele próprio havia fechado, a carruagem parou.
Herdin carregou Bleier nos braços e entrou no anexo quase sem ouvir os cumprimentos dos criados.
Por sua mente passou apenas um pensamento trivial:
Ainda bem que o anexo era pequeno.
Assim que chegaram ao quarto, ele voltou a capturar seus lábios.
Quando alcançaram a cama, a respiração de Bleier já estava novamente descompassada.
No instante em que a deitou, Herdin arrancou as próprias roupas de qualquer jeito, sem parar de beijá-la.
Depois, abriu alguns botões do vestido dela…
E acabou arrancando-os de vez.
Os botões voaram e rolaram pelo chão.
Ele, que até então avançava como um cavalo sem freio, finalmente parou quando retirou completamente o vestido dela.
Seu olhar fixou-se na barriga já saliente.
Ao mesmo tempo, Bleier, liberta do beijo, voltou a si ao notar o olhar dele.
Não era a primeira vez que ele via seu corpo.
Mas era a primeira desde que sua gravidez se tornara tão evidente.
“… Será que pareço estranha?”
Ela já ouvira dizer que alguns homens perdiam o interesse pelas esposas grávidas.
Parte dela desejava que Herdin se afastasse como esses homens.
Mas outra parte… desejava que não.
Bleier sentiu pena de si mesma por nutrir sentimentos tão contraditórios por aquele homem.
E, justamente quando, magoada pela falta de reação dele, tentou se cobrir com os lençóis…
Herdin beijou sua barriga.
E não foi apenas uma vez.
Foram vários beijos suaves.
Bleier ficou imóvel, observando.
Na vida passada, ele jamais demonstrara qualquer interesse pela criança.
Vê-lo agora beijando sua barriga com tanto cuidado, como se estivesse se dirigindo ao bebê, despertou nela uma mistura dolorosa de emoções.
Embora ainda odiasse a ideia de que, nesta vida, ele também pudesse usá-la e usar a criança, uma parte sua desejava que, ao menos desta vez… ele amasse o filho.
Nesse momento, Herdin ergueu o rosto.
Seus olhares se encontraram.
As pupilas dele, frias como um lago de inverno, a envolveram por completo.
A consciência de Bleier vacilou ao sentir sua respiração dominadora.
A mão que acariciava sua barriga desceu lentamente.
Surpresa com o toque explícito sobre o tecido fino, Bleier entreabriu os lábios.
Seja pela sensibilidade ampliada da gravidez…
Ou pelo longo tempo sem qualquer estímulo…
Seu corpo reagiu depressa demais.
Em outros tempos, Herdin teria zombado dela ou prolongado sua agonia.
Mas hoje… ele também não tinha paciência.
Ao sentir o calor úmido atravessando o tecido, Herdin se sentou na cama, ergueu Bleier e a acomodou sobre suas coxas.
Seu peito colou-se às costas dela.
Os corpos se sobrepuseram imediatamente.
Bleier deixou escapar um gemido ao sentir aquela plenitude intensa.
Herdin cerrou os dentes.
Cada estremecimento dela, cada movimento involuntário, fazia a sensação se tornar ainda mais vívida.
Só aquilo já era suficiente para embriagá-lo.
Bleier o chamou como se soluçasse, agarrando seus braços firmes.
Nas mãos dele, que apertavam o corpo arredondado dela, ficou uma umidade esbranquiçada.
Aquela sensação trouxe de volta, de forma ainda mais intensa, a excitação que sentira antes.
O som úmido do contato tornou-se mais denso.
O corpo de uma futura mãe — que deveria parecer sagrado — naquele momento lhe pareceu a coisa mais voluptuosa do mundo.
Isso apenas aprofundou sua perversidade.
Queria ver o rosto dela enquanto o chamava daquela forma…
Mas naquela posição, não podia.
Então a pressionou ainda mais, apenas para ouvir aquela voz suplicante.
Dos lábios dela escapou um som que parecia um lamento.
Bleier agarrou-se desesperadamente a seus braços e implorou:
—Herdin! Devagar… faça devagar…
—Porque… não faz bem… para o bebê…
Ao ouvir a palavra bebê, Herdin parou por um instante.
E zombou de si mesmo.
Dizem que outros homens perdem o desejo ao ver a barriga crescida da esposa…
Então por que, para mim, isso só torna tudo ainda mais difícil de controlar?
Ao tocar aquela barriga saliente, tornava-se real que a semente que plantara crescia dentro daquela mulher.
E, junto com isso, surgiu uma sensação de posse absoluta.
Como se ela fosse completamente sua.
Mas também um desejo cruel e sádico de levá-la ainda mais longe.
Ainda assim…
Não podia.
Então, controlando o fogo que o consumia, Herdin acariciou a barriga dela e passou a se mover lentamente, beijando seus ombros e suas costas alvas.
O ritmo lento, como se flutuassem em água quente, estimulava ambos como ondas suaves.
Sem nada à frente para se apoiar, Bleier não teve escolha senão se agarrar aos braços fortes que a envolviam.
Cada movimento fazia sua visão se apagar em branco.
Era impossível pensar.
Sem saber exatamente o que queria, apenas o chamava repetidamente.
Porque só ele parecia capaz de aliviar aquela sede.
Os gemidos de Bleier, cada vez mais intensos, cessaram de repente em um som quase parecido com um grito.
Ao mesmo tempo, Herdin soltou um gemido rouco e mordeu seu ombro.
Ele beijou repetidamente o local até o corpo dela, que tremia violentamente, se acalmar.
Só então a afastou com cuidado e a deitou na cama.
Antes que Bleier pudesse sentir o vazio deixado pelo calor que os unia, o peito dele envolveu suas costas.
—Como está o bebê?
Herdin sobrepôs sua mão à dela, que instintivamente verificava primeiro a criança.
No entanto, o bebê, que até então se movia, ficou quieto assim que sentiu a mão do pai.
—… Acho que está bem.
Assim que Bleier respondeu, um calor intenso voltou a invadi-la.
Ela soltou um gemido e apertou os lençóis.
No instante seguinte, a respiração pesada dele se espalhou por seu ouvido, e uma sensação semelhante a uma maré voltou a dominá-la.
Enquanto sua consciência se desfazia…
Bleier pensou, distraidamente…
Que aquilo era apenas o preço prometido a esse homem.
Ignorando o próprio coração, que batia rápido demais.
Sabia_tutsung
Ela figindo que não gosta do querido