Eu Só Preciso do Filho do Duque Extra 2. O plano do irmãozinho de Asiel (2)
Enquanto Asiel refletia sobre a resposta categórica de Herdin, Jemie, que ouvira em silêncio ao seu lado, perguntou a Senika:
—Não era a fada da noite que trazia os bebês?
—Não, seu bobo. São a mamãe e o papai que fazem.
Diante da pergunta inocente de Jemie, os olhares curiosos das crianças se voltaram para Senika.
Sentindo-se importante com a atenção dos amigos, Senika compartilhou o que sabia.
—Eu li isso em um livro. Primeiro, a mamãe e o papai têm que dormir na mesma cama.
—E, se eles se abraçarem bem forte e se beijarem, nasce um bebê.
—Uau! Só de beijar nasce um bebê? Então eu beijo minha mamãe todos os dias, será que vai nascer um bebê?
Diante da pergunta de Rilliana, que arregalava os olhos, Asiel respondeu em seu lugar:
—Não, uma vez só não basta. Dizem que tem que dar muitos, muitos beijos para nascer.
Era o conteúdo de um livro que ele lera na noite anterior.
As crianças assentiram, com os olhos brilhando por terem adquirido um novo conhecimento.
Rilliana perguntou:
—Então, Asiel, seus pais dormem na mesma cama?
—Sim. Todos os dias.
Certa vez, ao entrar de repente na estufa, ele vira Herdin e Bleier se beijando. Ainda se lembrava claramente do rosto da mãe, vermelho como uma maçã.
No entanto, depois daquilo, não vira mais nenhuma vez.
Ao recordar isso, a expressão de Asiel se obscureceu.
—Acho que eles não fazem muito isso.
Então Senika, como se tivesse encontrado a solução, bateu palmas e gritou:
—Então vamos fazer a mamãe e o papai se beijarem muito!
Não só Asiel, mas também todas as outras crianças concentraram sua atenção em uma triunfante Senika.
—Olá, Rusi. Feliz aniversário.
Quando Bleier segurou com cuidado a pequena mão da menina para parabenizá-la, a garotinha respondeu com um sorriso radiante.
O olhar de Bleier ao observá-la tornou-se mais suave que o habitual. Exatamente como quando olhava para Asiel quando pequeno.
Yohan, segurando a filha caçula nos braços, expressou sua gratidão a Bleier.
—Muito obrigado por ter vindo apesar de estar tão ocupada, duquesa.
Diante da saudação de Yohan, que deliberadamente omitira seu velho amigo, sua esposa Monika acrescentou com um sorriso:
—E também ao duque.
—Obrigada pela hospitalidade, senhora.
—A honra é minha por receber a visita no aniversário de uma senhorita tão adorável.
Enquanto trocavam cumprimentos leves, os olhos de Bleier não se afastavam da menina nos braços de Yohan.
Em suas ações, como fazer contato visual com a pequena ou acariciar sua mãozinha, transparecia um amor pelas crianças que ela não conseguia esconder.
Quando Herdin percebeu o interesse de Bleier, Yohan sugeriu:
—Gostaria de segurá-la, senhora?
—Posso mesmo?
—Claro. Ela gosta muito de pessoas, então provavelmente vai adorar.
Com o apoio de Monika, mãe da menina, não havia motivo para recusar.
Bleier recebeu cuidadosamente a pequena que Yohan lhe entregou.
O suave aroma de leite, típico dos bebês, passou para seus braços. Ao mesmo tempo, aquele calor pequeno e pesado parecia aquecer seu coração.
—Que linda. Não chora mesmo sendo eu uma estranha.
A menina soltou uma risadinha, como se tivesse entendido que estava sendo elogiada. Um sorriso também surgiu nos lábios de Bleier ao vê-la.
De repente, uma lembrança surgiu.
“Asiel também era assim pequeno.”
Era uma lembrança que ela não esqueceria mesmo que anos, ou décadas, passassem. Mas também era um passado que jamais retornaria.
Enquanto pensava em Asiel, que já devia ter crescido e estar brincando com os amigos, a menina em seus braços estendeu os bracinhos para Herdin.
A pequena, que segundo todos amava pessoas, também demonstrou interesse pelo desconhecido amigo de seu pai. Diante disso, Yohan olhou para Herdin horrorizado.
—Meu Deus, minha filha já tem um senso estético excelente. Mas esse sujeito é um vilão que só tem aparência, Rusi.
A menina, alheia ao que o pai dizia, se agitava em direção a Herdin. Observando-a em silêncio, Herdin tomou Rusi nos braços. Apesar de não carregar uma criança desde Asiel, parecia experiente.
Por fim, a menina em seus braços soltou uma gargalhada alegre.
—Isso me machuca. Parece que a pequena senhorita gosta mais desse vilão do que do próprio pai.
Observando o marido frustrado, Monika riu discretamente e disse a Herdin:
—O duque seria um ótimo pai se tivesse uma filha. Fico curiosa para ver como seria o duque sendo um pai completamente devotado à filha.
—Sim, agora devolva minha filha.
Yohan recuperou Rusi dos braços de Herdin e perguntou:
—Já que estamos falando disso, vocês têm planos para um segundo filho? Se estiverem pensando nisso, seria bom não haver tanta diferença de idade para Asiel.
Bleier, que ria em silêncio, parou ao ouvir a mudança repentina de assunto.
Embora fosse uma pergunta que recebia com naturalidade ao conversar com outros nobres, sempre ficava atônita quando a faziam.
Não era algo que pudesse decidir sozinha e, acima de tudo, porque a posição de Herdin sobre esse assunto sempre fora a mesma.
E, dessa vez, sua resposta não foi muito diferente das anteriores.
—Já temos um herdeiro claro, então para que precisaríamos de mais filhos?
Diante das palavras de Herdin, que considerava até ter filhos como parte dos deveres da família, Yohan balançou a cabeça com irritação.
—Sério, você é um sujeito sem um pingo de humanidade. Filhos também são alegria e amor.
Monika, percebendo que o sorriso de Bleier mudara sutilmente, pensou tarde demais que talvez tivessem se intrometido demais.
Rapidamente, deu uma cotovelada no marido.
—Bem, na verdade, crianças são maravilhosas, mas independentemente disso, gravidez e parto são situações em que a mulher arrisca a própria vida. É algo que deve ser pensado com prudência.
Assim que Monika suavizou o clima, vários nobres se aproximaram para cumprimentar o casal Pellik Hujak.
Bleier entrelaçou o braço ao do marido e sussurrou:
—Herdin, vamos.
Herdin olhou para ela e assentiu levemente.
Bleier dirigiu algumas últimas palavras carinhosas à menina, protagonista do dia, e saiu com Herdin em direção ao local onde os convidados estavam reunidos.
Só então, de repente, começou a notar coisas que até aquele momento não via.
Nos braços das damas nobres presentes ao banquete, havia crianças da idade de Rusi. Apenas então o vazio em seus braços, depois de ter deixado a menina, pareceu gelado.
Enquanto observava aquela cena distraidamente, Bleier percebeu a aproximação de nobres que vinham cumprimentá-la e exibiu seu habitual sorriso suave.
—Boa noite, senhora.
Sobre a cama, onde a luz do abajur iluminava vagamente a escuridão, duas silhuetas estavam entrelaçadas como se fossem um único corpo.
Apesar de ser uma primavera fresca durante a noite, o calor que ambos emanavam um para o outro era mais que ardente; era úmido.
Cada vez que as duas sombras se sobrepunham profundamente, o calor se intensificava. Ao mesmo tempo, de Bleier escapavam ofegos curtos, quase como soluços.
Herdin, como se respondesse ao chamado sem sentido dela, beijou os lábios que o haviam invocado.
Quando os lábios, que estiveram unidos densamente, se separaram, um som úmido de fricção se somou. Ao mesmo tempo, o som do contato na parte inferior aumentou.
Se estivesse em pleno juízo, Bleier teria corado até explodir por causa daquele som, mas naquele momento já não lhe restava razão para pensar em mais nada. Exceto no calor que penetrava cada vez mais profundamente dentro dela.
Ela, que sofria por uma sensação que parecia prestes a atingir o limite sem alcançá-lo, foi finalmente empurrada por ele até o extremo. Ao mesmo tempo, ambos soltaram respirações agitadas e desabaram um sobre o outro.
—Eu te amo, Bleier.
Os dedos dos pés de Bleier, que estavam encolhidos, relaxaram lentamente.
Herdin, sentindo o tremor do pequeno corpo em seus braços, cobriu seus lábios e pescoço com pequenos beijos. Ainda assim, o corpo de Bleier continuava estremecendo, estimulando-o como se algo ainda faltasse.
Herdin esperou até que seus tremores cessassem completamente, então se retirou e derramou o calor contido do lado de fora.
Só então, recuperando a consciência, Bleier observou a cena com um olhar distante.
Desde que Asiel nasceu, a relação deles havia se tornado um ato dedicado apenas ao desejo mútuo.
Desde que Asiel completara três anos, ela tentara mencionar várias vezes a Herdin o assunto de um segundo filho, mas sempre fora rejeitada com firmeza.
Seu marido costumava seguir sua opinião na maioria dos assuntos, mas, nesse tema em particular, não cedia.
E hoje, embora ela não tivesse perguntado diretamente…
“Já temos um herdeiro claro, então para que precisaríamos de mais filhos?”
Seu pensamento permanecia o mesmo.
“Será que a resposta mudaria se eu perguntasse?”
Enquanto ponderava se deveria trazer o assunto à tona novamente, um calor esmagador a invadiu. Sem perceber, ele já sobrepunha seus corpos outra vez.
Herdin tomou Bleier, que estremecia apenas com a união, e a sentou em seu colo.
—Parece que a senhora ainda tem espaço para pensar em outras coisas.
No instante em que ele segurou sua cintura esguia e se preparava para se mover novamente, Bleier falou com cautela:
—Herdin, o que você acharia… de termos um segundo filho?
Diante da pergunta, Herdin parou. Bleier não deixou a oportunidade escapar e expôs sua opinião.
—Quero dar um irmão para Asiel antes que seja tarde demais. Pense nisso. Você não acha que gostaria se nascesse uma filha parecida comigo?
—Pode acabar sendo um filho depois de você passar dez meses carregando e dando à luz, Bleier.
—Então Asiel teria um irmãozinho para brincar, e nós teríamos mais um filho adorável.
Bleier acariciou sua bochecha enquanto mantinha contato visual. No toque de suas mãos, que aguardavam uma resposta, percebia-se ansiedade.
No entanto, a resposta que recebeu foi a mesma.
—Asiel é suficiente para nós.
Como se não estivesse disposto a ouvir mais objeções, ele começou a se mover antes que Bleier pudesse dizer qualquer outra coisa.
Herdin beijou os lábios da esposa, que soltava gemidos baixos, e sussurrou:
—Eu sou completamente feliz agora, Bleier.
Era um unilateralismo terrivelmente doce.
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