Eu Só Preciso do Filho do Duque Episódio 131. Para Sempre, Minha
Herdin soltou uma risada incrédula diante das primeiras palavras de sua esposa.
Ele se perguntou o que ela diria com aquela expressão tão solene e, para sua surpresa, Bleier simplesmente declarou de repente que tiraria a roupa. Aquilo pareceu cômico, mas ao mesmo tempo o irritou perceber que ela parecia disposta a tratar o propósito daquela noite como se fosse apenas uma obrigação escolar.
— A senhora é mais impaciente do que parece.
acrescentou Herdin, puxando a cadeira para perto de si.
— Sente-se primeiro. Eu mesmo cuidarei de desembrulhar o presente.
Bleier piscou, sem entender o verdadeiro sentido daquelas palavras, mas acabou obedecendo e se sentou.
Herdin serviu vinho em uma taça e a entregou a ela.
A mão de Bleier roçou de leve a de Herdin ao receber a taça. Com aquele simples toque, ela se assustou e puxou a mão de volta imediatamente.
No entanto, Herdin estreitou os olhos ao notar que, naquele breve instante, a mão dela tremia levemente.
Bleier umedeceu os lábios com o vinho e, depois de hesitar por um momento, falou com cautela.
— Ainda sou insuficiente e cometi erros, mas me esforçarei muito para me tornar uma esposa da qual o senhor não se envergonhe.
Ao ouvir aquilo, Herdin soltou uma zombaria.
Parecia ridículo que ela falasse em se esforçar como esposa, como se tivesse esquecido completamente tudo o que havia acontecido entre a família imperial e Delmark.
Sem receber resposta, Bleier se sentiu desconfortável e bebeu mais vinho.
Ele a observava descaradamente enquanto também bebia. Bleier mantinha os lábios grudados à taça com desespero, evitando a todo custo cruzar o olhar com o dele.
Herdin fixou o olhar naqueles lábios vermelhos, umedecidos pelo vinho, e por fim perguntou:
— Tolera bem bebida?
— Ah… acho que não.
— Então vamos parar por aqui.
Herdin tomou a taça das mãos dela.
Ele não desejava possuí-la como se estivesse se aproveitando de uma mulher bêbada e inconsciente.
Bleier, que se agarrava à taça como se fosse sua única tábua de salvação, arregalou os olhos em surpresa e confusão.
Herdin inclinou-se em sua direção e sussurrou:
— Cumpra primeiro o primeiro dever de uma esposa.
Ao mesmo tempo, os lábios dele engoliram os dela, ainda com gosto de vinho.
Em seguida, tomou Bleier, que havia congelado, e a deitou sobre a cama, aprofundando o beijo de forma voraz.
Nos lábios dela permanecia o aroma doce do vinho que havia bebido.
Mesmo não sendo alguém que apreciasse vinhos doces, ele era incapaz de se afastar daqueles lábios.
Aquela doçura embaralhou seus sentidos e, como se uma mecha tivesse sido acesa, o calor invadiu seu corpo em um instante.
Embora o vinho não fosse tão forte, ele se sentia embriagado.
Foi no momento em que apertou o peito de Bleier que Herdin, cego pelo desejo, recuperou a razão.
Diante do toque brusco, Bleier se sobressaltou e encolheu o corpo.
Ela estava tão assustada que tremia violentamente e respirava com dificuldade.
Seus olhos, que o encaravam de baixo, estavam avermelhados e cheios de medo, como se estivesse prestes a chorar, e entre seus dentes escapava uma respiração frágil e desordenada.
Ao ver aquilo, Herdin soltou uma risada amarga.
Não havia qualquer traço da mulher fatal que, segundo os rumores masculinos, teria inúmeros amantes.
O que estava diante dele era claramente a imagem de uma mulher vivendo sua primeira noite com um homem.
O fato de aqueles rumores serem apenas fofocas lhe trouxe uma estranha sensação de alívio, mas ao mesmo tempo o colocou em uma posição difícil.
Seu corpo já queimava intensamente só por causa daquele beijo.
E aqueles olhos aterrorizados, longe de fazê-lo parar, estimulavam ainda mais seu desejo.
Seu baixo ventre, inchado ao limite, sofria agora com uma necessidade quase dolorosa.
Parecia absurdo estar daquele jeito, excitado pela filha de sua inimiga, que parecia à beira da morte de tanto medo.
Engolindo um gemido e reprimindo o próprio desejo, Herdin ergueu o corpo que pressionava Bleier.
De qualquer forma, aquela mulher já era sua esposa, e eles teriam tempo suficiente; não era estritamente necessário possuí-la naquela noite.
Mas era impossível esfriar de repente aquele corpo em chamas.
Quando estava prestes a ir até o banheiro, deixando Bleier para trás, uma mão fina o segurou.
Sentindo que até mesmo aquele toque cauteloso era um estímulo poderoso, Herdin franziu a testa e se virou.
Bleier, ainda com os olhos cheios de medo, abriu seus lábios trêmulos.
— A noite de núpcias… é algo que marido e mulher passam juntos.
— … Então quer dizer que quer dormir comigo?
Ela assentiu levemente.
Ao ver aquela reação, Herdin engoliu um suspiro.
Essa mulher não sabe nada sobre homens.
Ela não fazia ideia do quanto ele estava se agarrando desesperadamente à própria razão para não possuí-la como uma fera.
— Mas o que vamos fazer?
— Não acho que eu consiga simplesmente dormir tranquilamente se ficarmos juntos.
Herdin lançou aquele aviso.
Pensou que ela entenderia o significado e recuaria, considerando o quanto estava assustada.
No entanto, o que saiu dos lábios de Bleier foi uma resposta inesperada.
— Eu consigo. Porque já aprendi tudo…
Enquanto dizia aquilo, sua mão o segurava desesperadamente, como se temesse que ele a deixasse e fosse embora.
Diante daquela reação inesperada, Herdin se sentiu como se tivesse levado um golpe na nuca e caiu na gargalhada.
Bleier, incapaz de entender o motivo daquela risada, continuava olhando para ele com olhos ansiosos.
Já que ela o havia provocado primeiro com aquele rosto inocente, a culpa era dela.
Não importava se depois chorasse ou passasse a odiá-lo.
Herdin apagou o sorriso do rosto e se inclinou novamente sobre ela.
— Então tente fazer exatamente como aprendeu.
Depois de hesitar por um momento, Bleier tirou a camisola que revelava as curvas de seu corpo.
Herdin, que pretendia seguir o ritmo dela, perdeu completamente a compostura no instante em que sua pele branca ficou exposta e lançou-se sobre ela.
Naquele momento, esqueceu por completo seu objetivo de usá-la para descobrir a verdade sobre o incêndio, assim como esqueceu que ela era a filha de sua inimiga.
Sua esposa era inocente, bela e dócil.
Ela geralmente obedecia às suas palavras, lhe proporcionava prazeres capazes de nublar sua mente com seu belo rosto e corpo, e, acima de tudo, o amava.
Os olhos com que sua esposa o encarava brilhavam mais do que qualquer coisa no mundo, tornando impossível não perceber que o sentimento contido neles era amor.
Quando via aqueles olhos, sentia-se como se fosse um ser muito mais grandioso do que realmente era.
Às vezes, de propósito, tratava-a com frieza e chegava a feri-la.
“Herdin. Se tiver tempo, poderia ir comigo ver a torre do relógio da praça?”
— Avisarei os cavaleiros. Está frio, então vista-se bem antes de sair.
Ao ver Bleier permanecer ao seu lado mesmo ferida por suas palavras e ações, ele sentia a satisfação de possuí-la por completo.
Era assim que Herdin confirmava o amor de Bleier.
Além disso, socialmente, ela também cumpria perfeitamente seu papel.
Apesar de ser filha de sua inimiga, depois que ele instalou a senhora da casa, os anciãos pararam de pressioná-lo para se casar, e as mulheres que tentavam criar qualquer vínculo com ele praticamente desapareceram.
Exceto pelo fato de ser filha de Katarina, ela era uma esposa perfeita.
De vez em quando, ao se lembrar de quem ela era filha, surgia nele o impulso de perguntar sobre o incêndio, mas logo esquecia tudo diante do prazer que ela lhe proporcionava.
Afinal, aquela mulher era sua esposa.
Como ela era inocente e acreditava que o calor dele era afeto, ela o amava.
E, por isso, permaneceria para sempre em seus braços.
Enquanto ele não a abandonasse, para sempre.
Portanto, não precisava ser hoje; havia tempo de sobra.
… Era assim que ele pensava.
Até o dia em que um sacerdote, com quem havia cruzado várias vezes durante a caça a bestas mágicas, o procurou.
— Deve se afastar da duquesa. Se permanecer ao lado dela, é possível que o senhor também perca o controle. Como aconteceu com o antigo duque…
Após ouvir as palavras de Miela e examinar Bleier adormecida, Herdin confirmou a existência de um círculo mágico negro na clavícula dela.
Também confirmou que aquilo era uma marca que ultrapassava a segunda restrição do poder familiar, algo que havia desaparecido havia gerações.
A descoberta daquele círculo mágico negro mudou completamente sua vida cotidiana.
Ele escondeu de Bleier a existência daquela marca.
Temia que, se ela descobrisse a verdade, se assustasse e o deixasse.
Tinha medo de perder aquela rotina que já havia se tornado natural, medo de voltar a uma vida sem ela.
“Eu, sendo terrivelmente egoísta, só consegui reconhecer meus sentimentos por você quando me vi diante do medo de perdê-la.”
No entanto, desde o dia em que percebeu o quão preciosa ela era, toda vez que dormia ao lado de Bleier, era atormentado por terríveis pesadelos.
Pesadelos em que o rosto do pai que ele próprio matou se transformava no rosto da mãe que morreu pelas mãos daquele mesmo pai e, por fim, no rosto de Bleier.
Atormentado por esses pesadelos, Herdin acabou se afastando de Bleier.
E passou a procurar desesperadamente uma forma de desfazer a magia negra.
Pensou que, se conseguisse, poderiam voltar à vida de antes.
Acreditava que aquilo era o melhor para Bleier.
Tudo em que conseguia pensar era em resolver aquilo o mais rápido possível para retornar ao lado dela.
Sem perceber quantos hematomas se formavam no coração da mulher que o esperava noite após noite.
— Herdin, quero falar com você.
Então, um dia, Bleier, incapaz de suportar mais o distanciamento que ele havia iniciado, foi procurá-lo.
E naquele dia, Herdin, incapaz de controlar as próprias emoções, cometeu um erro irreversível sob o efeito do álcool.
Alic
Agora sim, está começando.
Espero que ele entenda tudo