Eu Só Preciso do Filho do Duque Extra 2. O plano do irmãozinho de Asiel (8)
Durante todo o trajeto de volta à mansão na carruagem, Herdin não pronunciou uma única palavra.
Então, assim que entraram no quarto conjugal, ele selou os lábios dela com os seus sem qualquer aviso prévio. Devido ao impacto, o chapéu que adornava a cabeça de Bleier caiu rapidamente e rolou pelo chão.
Bleier se desconcertou por um instante, mas logo se entregou docilmente. Um gemido, semelhante a um lamento de dor, escapou dela diante da violência do beijo.
No instante em que ele separou os lábios para mudar de posição, Bleier abriu a boca enquanto respirava agitadamente.
— Herdin, você está muito bravo?
Diante daquela pergunta, Herdin respondeu com uma leve risada.
— Então você está inquieta?
Respondeu enquanto girava Bleier e começava a tatear sua saia. Diferente da resposta casual, sua atitude não demonstrava nem um traço de calma.
Bleier segurou apressadamente a mão dele.
Diante disso, a mão de Herdin hesitou.
Bleier não deixou passar a oportunidade e o encarou. Então, segurou suas bochechas com as mãos, buscou seu olhar e declarou:
— Você já não pode mais me enganar.
Seu olhar era falsamente severo.
Herdin soltou uma risada irônica, como se tivesse sido derrotado pela perspicácia da esposa. Seu ímpeto, que até aquele momento se assemelhava ao de uma fera enfurecida, suavizou consideravelmente.
Ele apoiou o rosto nas mãos dela e falou:
— Se eu dissesse agora que gostaria que você não fosse a lugar nenhum e ficasse apenas ao meu lado, você me odiaria?
Diante da pergunta inesperada, Bleier piscou lentamente.
Herdin acariciou o ventre plano dela e continuou.
— …Se eu dissesse que gostaria que você carregasse meu filho nesse ventre e dependesse apenas de mim, você me consideraria um lixo?
Eram palavras completamente opostas às que ele havia dito alguns dias antes.
No início, ele realmente havia dito aquilo desejando a felicidade dela. E esse sentimento permanecia intacto.
No entanto, assim que Bleier começou a socializar mais e o tempo que passava fora aumentou, sua consideração limitada se esgotou rapidamente, e o desejo de posse emergiu.
Ele queria tê-la inteiramente só para si.
Ansiava que ela olhasse apenas para ele, que realizasse qualquer atividade ao seu lado e permanecesse somente com ele.
Ele mesmo estava atônito com a própria atitude, então se perguntava o quão ridículo isso pareceria para ela.
No entanto, a resposta de Bleier superou suas expectativas.
— Então, vamos fazer isso.
Herdin franziu ligeiramente o cenho e perguntou outra vez.
Então, Bleier continuou falando com calma, como quem instrui uma criança.
— Assim como você disse, nos últimos dias tentei fazer coisas que nunca havia feito antes para procurar algo que pudesse ser o propósito da minha vida.
— Mas quando visitava lugares agradáveis, provava comidas deliciosas e contemplava coisas belas, eu sempre pensava em você e em Asiel.
— Foi então que percebi: minha felicidade está em formar um lar harmonioso.
Assim como para algumas pessoas a felicidade está no desenvolvimento pessoal e na sensação de realização, e para outras está no sacrifício e no serviço aos demais, para ela sua plenitude simplesmente estava na família.
Se antes havia sido uma escolha influenciada pelas circunstâncias e condições, agora era uma conclusão tomada por sua própria vontade.
Bleier envolveu o pescoço dele com os braços e sussurrou:
— Um dia, quando nossos filhos crescerem e não precisarem mais de mim, então, nesse momento, torne-se você a razão completa da minha vida.
Herdin, que a observava fixamente, perguntou:
— Tem certeza? De que será feliz assim?
Bleier assentiu sem a menor hesitação. O fato de conseguir chegar a uma conclusão tão cheia de certeza era graças ao marido, que lhe dera o tempo necessário para refletir.
Ao ouvir essa resposta, Herdin não teve mais motivo para hesitar.
Ele uniu seus lábios diretamente aos dela, que lhe sorria radiante. Diferente de antes, foi um beijo suave.
No entanto, o beijo que começou delicado logo se tornou violento como uma tempestade.
Incapaz de suportar o ímpeto dele, que parecia querer devorá-la, o corpo de Bleier foi empurrado para trás repetidamente até colidir contra um móvel. Era a penteadeira.
Herdin, prendendo-a entre a penteadeira e o próprio corpo, desceu a mão que envolvia sua cintura e apertou suas nádegas.
Então, seus corpos ficaram estreitamente unidos. Tanto que, mesmo através do vestido volumoso, era possível perceber claramente o quanto ele a desejava.
E Bleier estava igualmente acesa, no mesmo nível do desejo dele.
Ardendo de paixão, Bleier arqueou a cintura e segurou os braços dele.
Como respondendo à insistência da esposa, Herdin a girou. Então, o reflexo de ambos ficou claramente visível no espelho diante deles.
“Não pode ser.”
Bleier, que naturalmente presumiu que iriam para a cama, se contorceu diante do pressentimento sombrio que a invadiu.
— Você disse para fazermos isso rápido.
Mas o corpo robusto de Herdin já bloqueava suas costas.
Ele abraçou a cintura fina de Bleier para mantê-la imóvel, enquanto desabotoava os botões do vestido em suas costas com os lábios. Até enquanto fazia isso, emanava um calor feroz, ansioso para possuí-la.
À medida que os botões se soltavam um a um, o vestido descia, revelando seus ombros e sua pele branca como neve.
Herdin beijou ao longo da linha reta de sua coluna enquanto apertava suas curvas salientes.
Ao ver aquela cena através do espelho, o rosto de Bleier empalideceu, mas ela não teve tempo de se horrorizar, pois logo a mão dele subiu por suas pernas e se introduziu abrindo o vestido.
Mesmo sem ver, uma sensação vívida percorreu sua coluna como uma descarga elétrica.
Bleier fechou os olhos com força ao ver o próprio rosto excitado refletido no espelho. Não parecia nada além de uma mulher extremamente lasciva. Ela não suportava contemplar sua própria imagem.
No entanto, logo um calor denso chegou, tirando-lhe o fôlego, fazendo com que tais pensamentos deixassem de importar.
Em seguida, sua visão começou a se agitar violentamente.
Enquanto observava as costas frágeis de Bleier balançando precariamente, Herdin brincou com os lábios sobre sua coluna e acariciou seu ventre plano e seus seios fartos.
“Se novamente, nesse ventre, concebermos nosso filho.”
Ao se lembrar do ventre arredondado que carregava a criança e dos belos seios que haviam se enchido para se tornarem os de uma mãe, sentia que perdia a razão só de imaginar. Uma risada irônica escapou dele diante da própria atitude.
— Realmente devo ser um bastardo.
— Desejo que você engravide logo. Desejo que carregue meu filho nesse ventre e fique apenas ao meu lado.
E o que incendiou sua razão, que já estava perdida, foi uma única frase dela.
— Então… apresse-se e me engravide.
Diante da provocação ousada da esposa, Herdin perdeu o juízo.
A penteadeira começou a tremer precariamente com ruídos secos. Herdin abraçou e sustentou Bleier, que sentia a força dos braços desaparecer e estava prestes a desabar.
Movendo-se com ainda mais força, acabou chegando ao clímax em algum momento. Simultaneamente, o calor contido explodiu.
Sentindo aquilo, Herdin abraçou as costas de Bleier, que jazia exausta.
Foi um final acolhedor nos braços dela, depois de muito tempo.
Através da janela da carruagem, a mansão Delmark começou a surgir à vista.
À medida que a mansão se aproximava, Asiel, muito animado, começou a balançar as pernas inquieto em seu assento alto.
Os últimos dez dias passados na vila da família do conde Arbon foram extremamente divertidos.
Durante o dia, ele explorava a floresta com Jemie e Senika, e à noite se entretinha observando as constelações no céu noturno ou ouvindo histórias de terror.
Mas, mesmo se divertindo assim, sempre que se deitava para dormir, inevitavelmente pensava na mamãe e no papai. Tanto na voz da mãe sussurrando para que dormisse bem, quanto no toque carinhoso do pai acariciando-o.
O fato de adormecer soluçando sob as cobertas, suportando a vontade de voltar para casa imediatamente, era algo que Jemie, que dormia profundamente assim que se deitava, desconhecia.
Passando aqueles dias sem os pais, o menino amadureceu mais uma vez.
Finalmente, a carruagem atravessou o portão principal da mansão Delmark e entrou. Asiel segurou o peito, que batia cheio de expectativa.
“Será que já tenho um irmãozinho?”
Asiel desceu da carruagem com o coração cheio de esperança. No entanto, nem sua mamãe nem seu papai estavam ali, embora ele naturalmente pensasse que estariam esperando por ele.
Apenas Mason o aguardava, como sempre.
— Passou um tempo agradável, jovem mestre?
Asiel olhou ao redor mais uma vez e perguntou:
— Mason, onde estão mamãe e papai?
— Ambos dormiram até tarde. Logo descerão, então, se puder esperar um pouco…
— Mas ainda é dia.
Mason deixou a frase no ar, com uma expressão desconfortável.
Herdin e Bleier haviam acabado de acordar ao saber que Asiel tinha retornado.
Certamente, em parte porque Asiel voltou antes do horário previsto para a tarde, mas mais do que isso, era o efeito da noite apaixonada dos dois.
Enquanto Mason se sentia aflito sobre como explicar aquilo ao jovem mestre, de repente Asiel se lembrou de algo que havia lido em um livro.
Coisas que diziam que, quando um irmãozinho está chegando, a mamãe sempre fica cansada e dorme até tarde.
“Então… será que realmente vem um irmãozinho?”
Foi justamente quando Asiel estava inflado de expectativa. De dentro da mansão, ouviu-se a voz da mamãe, de quem ele tanto sentira saudades.
Ao olhar na direção de onde vinha a voz, viu Bleier e Herdin descendo agora mesmo para o primeiro andar. Assim como Mason dissera, parecia que tinham acabado de acordar, já que vestiam apenas seus roupões.
No rosto do menino, que via os pais após dez dias, surgiu uma alegria incontida.
Asiel correu em direção à mãe, que abria os braços. Justo quando estava prestes a se lançar neles, o menino parou bruscamente.
Diante disso, Bleier olhou para ele com curiosidade.
Asiel olhou para o ventre da mãe, aproximou-se lentamente e a abraçou. Porque o livro dizia que, se há um irmãozinho na barriga da mamãe, é preciso tratá-la com cuidado.
Bleier, embora estranhando o comportamento cauteloso do filho, o apertou contra si.
— Você se divertiu?
— Sim. Mas você está cansada, mamãe?
— Mason disse que você dormiu até tarde. Fui eu quem te acordou?
— Não, está tudo bem. Agora que vejo meu bebê, já não estou cansada nem um pouco.
Bleier disse que estava bem, mas Asiel parecia perceber algo suspeito.
Observando o estado de Bleier com uma expressão bastante séria, Asiel logo a abraçou firmemente pelo pescoço, com um semblante decidido.
— De agora em diante, eu vou proteger a mamãe.
Diante da promessa repentina e decidida do filho, Bleier olhou para Herdin com olhos desconcertados, e ele também deu de ombros como se não soubesse o motivo.
Embora não soubesse a intenção, o sentimento de querer proteger a mãe era belo. Bleier soltou uma risadinha, beijou a bochecha cor de pêssego do menino e sussurrou:
— Obrigada. A mamãe é uma pessoa muito feliz.
Herdin, que observava de braços cruzados a esposa e o filho carinhosos, aproximou-se, acariciou levemente a cabeça de Asiel e perguntou:
— Então, por enquanto, que tal almoçarmos enquanto você me conta o que fez na vila?
Asiel foi em direção à sala de jantar segurando as mãos da mamãe e do papai. Mesmo que, em um futuro próximo, tivesse de ceder esse lugar quando seu irmão nascesse, pensou que tudo bem.
Porque mamãe e papai o amavam muito.
As sombras da família de três, de mãos dadas, se afastaram pelo corredor. Junto delas, a voz tagarela da criança e as risadas dos dois adultos foram diminuindo gradualmente.
Por trás daquela paisagem digna de pintura, a brisa suave de um dia de primavera os seguia delicadamente.
Fim do Extra de “Só preciso do filho do Duque”.
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