Eu Só Preciso do Filho do Duque – Episódio 95. Este homem está louco
“Será que a senhora está bem…?”
Se era um casamento por contrato, significava que ela também não pretendia manter aquele vínculo. Ruth se perguntou se essa gravidez inesperada seria bem recebida por ela.
“…Bom, talvez ela tenha desenvolvido sentimentos com o tempo.”
Apesar de discutirem às vezes, pareciam combinar bem.
Além disso, como a relação entre Bleier e a família imperial seria completamente rompida por causa desse incidente, talvez aquilo fosse melhor para ela.
Se nem a família imperial nem Delmark a aceitassem, ao menos, carregando o herdeiro, nem os mais rígidos anciãos poderiam exigir sua expulsão.
Depois de organizar seus pensamentos, Ruth hesitou por um instante antes de falar:
— Parabéns por se tornar pai, excelência.
Pai.
Ele nunca tinha realmente pensado nisso.
Só havia considerado a ideia de criar um motivo para manter Bleier ao seu lado, mas nunca refletiu sobre a criança.
Aquela palavra soava estranha.
Ao mesmo tempo, percebeu que Bleier também se tornaria mãe.
Heredin, perdido em pensamentos, de repente percebeu algo do lado de fora e ordenou:
— Pare a carruagem.
Mason, que veio recebê-lo na mansão, congelou ao vê-lo descer.
Ele estava segurando um buquê de flores.
A cena era estranhamente incompatível, mas ao lembrar da gravidez de Bleier, Mason entendeu.
Como de costume, Heredin começou perguntando sobre ela.
— Parece que está no quarto.
— Algo mais aconteceu?
— As criadas a parabenizaram… e ela parecia feliz.
Mason então acrescentou:
— Ah, e a senhora pediu para chamar a baronesa Sionel.
Provavelmente queria preparar roupas novas com antecedência.
Heredin não deu importância e seguiu direto para o quarto.
O ambiente estava silencioso.
Bleier estava dormindo.
Ele se aproximou, colocou o buquê na mesa ao lado e sentou-se.
Ultimamente, sempre a encontrava dormindo.
Achava que era apenas porque a cansava dia e noite… mas não imaginava que ela estivesse grávida.
Deitou-se ao lado dela e colocou a mão em seu ventre.
Era difícil acreditar que uma vida crescia ali.
Ainda estava plano.
Só acreditava por causa dos sintomas e do médico.
Por isso, queria que crescesse logo.
Se o corpo dela ficasse pesado, ela não poderia fugir como agora.
Enquanto pensava nisso e acariciava seu ventre—
Os olhos dela se abriram.
Bleier o olhou, ainda sonolenta.
Mas quando focou… seus olhos se encheram de ódio.
Ela não desviou o olhar.
Apenas afastou a mão dele de seu ventre.
Heredin não pensou muito.
Apenas agiu.
Tomou seus lábios.
Sem hesitar.
Sem se conter.
Segurou sua cintura com força e a nuca para impedir que ela fugisse.
Não importava o quanto ela resistisse—
Ele não recuava.
Pelo contrário.
Quanto mais ela resistia, mais ele avançava.
Até que—
Quando a resistência dela enfraqueceu, ele se afastou levemente e disse:
— Se a mãe sofre, o bebê também sente.
— Mesmo assim… está tudo bem para você?
Bleier parou de resistir.
Não por concordar.
Mas porque aquele toque… parecia assustador.
Esse homem está louco.
Ela sabia.
Nada que dissesse mudaria isso.
Estava cansada.
Cansada de lutar.
Pelo bem do bebê… não queria mais forçar nada.
E, principalmente—
Porque logo iria deixá-lo.
Bleier abaixou o olhar.
— …Não podemos fazer isso.
O médico já havia dito.
No início da gravidez, era perigoso.
Heredin sabia.
Para ele, aquela criança era preciosa.
Era o vínculo.
A corrente que a manteria ao seu lado.
Seu filho.
No fim—
Ela aceitaria.
Assim como agora.
Ele só precisava de tempo.
Até lá… bastava mantê-la perto.
— Não vou entrar.
Ele sussurrou.
Mas mesmo assim, ficou sobre ela.
Beijando-a.
Bleier não respondeu.
Mas também não resistiu.
Ficou imóvel.
Isso o deixou mais impaciente.
Ele aprofundou o beijo.
Sua mão percorreu o corpo dela.
Quando a tocou—
Ela tremeu.
Soltou um som baixo.
Para ele, foi suficiente.
Colou o corpo ao dela.
O calor dos dois se misturou.
Quando começou a se mover—
O corpo dela reagiu.
Mesmo tentando resistir.
Ele lutava contra o próprio impulso.
Mas aquela tensão—
Aquela proximidade—
O consumia.
Ainda assim—
Encontrou satisfação.
Ao vê-la quase chorar.
Ao vê-la reagir.
Mesmo tentando rejeitá-lo.
E ao saber—
Que ela era dele.
— Haah… Bleier.
Ele caiu sobre ela, ofegante.
Chamando seu nome.
Depois, beijou seus lábios suavemente.
Bleier fechou os olhos com força.
Depois de limpá-la, Heredin se levantou.
Ainda vestido.
Observou Bleier, que se escondia sob os lençóis.
— Pedi a revisão do caso de dez anos atrás.
O corpo dela ficou rígido.
— O julgamento será depois que a gravidez estabilizar.
Naquele momento—
Ela percebeu algo.
Talvez… não precisasse fugir antes.
Talvez pudesse resolver tudo primeiro.
“Se a verdade vier à tona… o nome da imperatriz será limpo.”
Ele já sabia da gravidez.
Então…
Talvez fosse melhor ir embora depois do julgamento.
“Assim… não terei arrependimentos.”
Bleier decidiu.
Iria partir depois.
— Pode adiantar a data.
— Minha participação será curta.
— Quero limpar o nome da imperatriz o quanto antes.
— Entendido.
Heredin concordou.
Sem saber de nada.
— Durma mais um pouco. Depois jantamos juntos.
Irônico.
Foi ele quem a acordou.
Ele saiu logo depois.
Bleier se levantou lentamente.
Sentiu um cheiro de flores.
Achou que era imaginação.
Mas havia um buquê ao lado da cama.
Ela olhou por um tempo.
Depois—
Jogou no lixo.
Mesmo assim—
O cheiro permanecia.
Dias depois, o clima de festa já havia desaparecido da capital.
Mas a taverna ainda estava cheia.
Mikhail trabalhava normalmente.
Preparando bebidas.
Servindo clientes.
Até que—
Uma cliente apareceu.
De capuz.
Mas ele a reconheceu.
— O de sempre.
Era a assistente da baronesa Sionel.
E também sua subordinada.
Ele ficou atento.
Ela nunca vinha pessoalmente.
Se veio—
Significava algo.
— Aqui está.
Ele entregou a bebida.
E ela—
Discretamente—
Colocou um bilhete em sua mão.
Mikhail subiu para o segundo andar.
Abriu o papel.
[O julgamento do incêndio de dez anos atrás acontecerá em breve. Ela pretende deixar o ducado logo depois.]
Ele queimou o bilhete.
“Queria acabar com aquele homem com minhas próprias mãos…”
Mas—
Já não tinha tempo.
Era hora de partir.
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