Eu Só Preciso do Filho do Duque — Episódio 133. Continuo Te Amando
Ao descobrir que Katarina estava envolvida na morte de Esmeralda, Herdin desceu imediatamente para a capital.
As primeiras palavras de Herdin ao visitar Katarina em segredo não foram um interrogatório nem um grito de fúria, mas…
— Naquele dia… a senhora sabia que sua esposa tinha ido ao palácio da imperatriz?
A questão era se ela havia usado a própria filha como peça em seu jogo.
— Como uma mãe poderia tentar usar a vida da própria filha?! Eu não matei aquela mulher!
Katarina negou seus crimes desesperadamente. Observando-a, Herdin soltou uma risada fria e sarcástica.
Sentiu náusea ao vê-la gritando furiosa com aquele rosto tão parecido com o de Bleier.
— Então, pelo menos admite que usou minha esposa, a vítima daquele incidente… para esconder a verdade e tirar seu nome da lista de suspeitos.
— Para Sua Majestade, deve ter sido uma sorte imensa que sua esposa tenha sofrido aquele acidente naquele lugar, naquele dia.
Katarina não conseguiu responder de imediato ao sarcasmo de Herdin e abriu a boca tardiamente.
Mas naquele instante, Herdin, encarando-a com olhos gelados, falou primeiro:
— Não perguntarei mais nada sobre aquele incidente. No entanto…
Continuou, reprimindo a fúria fervente dentro de si.
— Nunca mais tente se passar por família da minha esposa.
— Essa é a condição para que eu encubra o incidente.
Ivan e Katarina haviam se apressado em encher os próprios bolsos, usando Bleier como uma coleira presa ao pescoço.
Será que realmente tinham sido uma mãe e um irmão amorosos para ela?
A resposta não era difícil de imaginar.
Mas, apesar de tudo, ainda eram sua única mãe e seu único irmão.
Era óbvio que Bleier, que vivera toda a vida como uma filha exemplar, ficaria profundamente ferida se descobrisse que sua mãe havia usado seu acidente como ferramenta.
Por isso, em vez de limpar o nome de Esmeralda, Herdin escolheu enterrar a verdade, priorizando Bleier.
Porque ela era mais preciosa do que a verdade que ele perseguira por toda a vida.
Assim, enterrando sua culpa em relação a Esmeralda no coração, Herdin deixou o palácio da imperatriz viúva e encontrou Bleier.
Sua esposa, que ele não via havia meio ano, agora era uma mulher visivelmente grávida. Até sua barriga arredondada durante sua ausência parecia adorável para ele.
— Herdin… não poderia me dar uma hora… não, apenas trinta minutos do seu tempo…?
Sua esposa suplicava, olhando para ele com aqueles belos olhos cheios de saudade, enquanto segurava a barriga já bastante crescida.
Durante a viagem de carruagem até a mansão ducal, Bleier sugeriu que ele tocasse sua barriga, mas Herdin recusou.
Sentia que, se tocasse aquele calor… se sentisse os movimentos da criança… esqueceria seu poder cruel e desejaria permanecer ao lado dela para sempre.
Suportando o desejo de tocá-la, naquela noite ele foi ao quarto de Bleier enquanto ela dormia.
Mas não ousou encostar nela, para não perturbar seu sono leve e cansado pela gravidez; limitou-se a observá-la em silêncio.
Ao vê-la carregando seu filho, reafirmou sua decisão de cortar os sentimentos dela por ele, desistindo de encontrar uma solução.
Já que não consigo deixar você ir agora que carrega meu filho… você, que ainda me ama apesar de tudo… então desejo que seja você quem me abandone.
Restavam cerca de dois meses para o nascimento do bebê.
Herdin prometeu a si mesmo que voltaria antes disso.
— …Espere só mais um pouco.
Sussurrou isso antes de se levantar.
Mas essa promessa não pôde ser cumprida.
Certo dia, depois de um mês e alguns dias…
Herdin, que visitava ruínas antigas em busca de uma forma de anular o poder da besta divina, recebeu uma notícia repentina.
— Excelência! A senhora deu à luz ao jovem mestre!
Ao ouvir aquilo, o olhar de Herdin vacilou.
— A criança… nasceu? Disseram que ainda faltavam mais de quinze dias para a data prevista.
A data prevista era apenas uma estimativa. Mas Herdin, que nunca havia vivenciado gravidez ou parto, desconhecia esse fato.
Confuso com a notícia repentina, a primeira coisa que fez foi perguntar sobre Bleier.
— E minha esposa? Ela está bem?
— Sim. Ambos estão saudáveis.
Ruth acrescentou alegremente:
— Parabéns por ter se tornado pai, Excelência.
Aliviado ao saber que Bleier estava segura, Herdin soltou uma risada vazia diante da felicitação de Ruth.
Mesmo no lugar para onde foi deixando para trás sua esposa, que sofria ao dar à luz seu filho… ele ainda não encontrara uma forma de salvá-la.
Tornara-se pai sem conseguir cumprir adequadamente nem o papel de marido, nem o de pai.
Devia se alegrar com isso?
Tinha ele o direito de ser parabenizado?
No momento em que deveria ser o homem mais feliz do mundo, estava desmoronando, tomado por uma impotência terrível.
Durante os seis meses seguintes ao nascimento da criança, Herdin não voltou uma única vez para a mansão ducal.
Nesse período, desistiu de procurar uma forma de quebrar a segunda restrição e mudou de método: decidiu rastrear e exterminar todos os magos negros.
Herdin matou.
Matou.
E matou de novo.
Massacrava todos os magos negros que encontrava, acreditando que entre eles estaria aquele que lançara a magia negra sobre ele e Bleier.
Mas, por mais que os rastreasse e exterminasse, o vínculo com Bleier não se rompia. E, conforme repetia aquele massacre interminável, sua mente se esvaziava cada vez mais.
Mesmo assim…
Ele continuava a amá-la.
E ela… também continuava a amá-lo.
Era um sentimento cruel demais.
Justo quando começava a se tornar indiferente a tudo, exceto a ela, devido aos massacres repetidos, Miela — sempre ao seu lado — fez uma proposta.
— Use-me, Excelência.
Miela sugeriu que ele a usasse para arrancar os sentimentos de Bleier, e Herdin aceitou sem hesitar.
Usaria Miela para destruir o amor de Bleier por ele… e viveria abraçado ao ódio e ressentimento dela pelo resto da vida.
Isso bastava.
Nem sua reputação destruída por escândalos, nem os sentimentos de Bleier, feridos… importavam mais para alguém que havia se tornado insensível após tantas mortes.
Para ele, apenas seu próprio amor por Bleier tinha valor.
Assim, Herdin voltou para o lado de Bleier.
Junto com Miela.
Seis meses se passaram desde então.
Quando Herdin retornou à mansão pela primeira vez, Bleier, que tentara restaurar o relacionamento usando Asiel, acabou se resignando.
Mesmo assim…
Seus olhos ainda o amavam.
Mesmo sendo incapaz de ignorar os rumores — internos e externos — de que Miela era amante de Herdin.
Quando o amor de Bleier já não lhe trazia alegria, Miela o visitou.
Enquanto tratava os ferimentos de Herdin, recém-chegado de mais uma execução de mago negro, perguntou:
— O que acha de mostrar à senhora nossa relação de maneira mais direta?
Herdin arqueou uma sobrancelha.
— Por exemplo… existe a opção de que o senhor me tome nos braços, Excelência.
Diante disso, Herdin soltou uma gargalhada incrédula.
Mas foi só por um instante.
Logo em seguida, encarou-a com olhos frios e cortantes.
— Desde o momento em que uma mulher que serve a Deus diz admirar um homem que já tem esposa e filho… eu já suspeitava. Mas não pensei que chegaria ao ponto de agir como uma prostituta.
— O senhor quer salvar a duquesa.
— Eu sei que, mesmo que me tome nos braços, não me amará. Ainda assim, decidi me corromper voluntariamente por você.
A expressão de Miela ao dizer aquilo era solene — como a de alguém realizando um sacrifício nobre.
Era repulsivo vê-la embriagada pelos próprios sentimentos, como se os sentimentos dos outros não importassem.
— Eu amo você. Amo você, Excelência.
Miela se confessou e o abraçou, como se não percebesse sua reação.
No instante em que Herdin, percebendo que algo estava errado, tentou afastá-la…
Viu a porta do escritório ligeiramente aberta.
Pela fresta, seus olhos encontraram os de Bleier.
Suas grandes pupilas violetas tremiam violentamente.
Só então Herdin percebeu que aquilo tudo era uma armadilha de Miela.
E, ao mesmo tempo, lembrou-se de suas palavras.
“Você quer salvar a duquesa.”
Se suportasse aquele momento… talvez pudesse finalmente cortar o amor de Bleier por ele.
Sem precisar realmente passar a noite com Miela.
Após hesitar por um instante…
Herdin abraçou Miela enquanto olhava para Bleier.
Só uma vez.
Repetindo para si mesmo que apenas uma vez bastaria para salvá-la.
Naquele instante, que pareceu uma eternidade, enquanto as náuseas o consumiam…
Bleier, com os olhos feridos, virou-se e foi embora.
Ao vê-la partir, Herdin soltou uma risada vazia.
Embora a ferida fosse dela…
Sentiu como se seu próprio peito tivesse sido perfurado por gelo.
No dia seguinte, Bleier informou que desceria à vila para comemorar o aniversário de Asiel e partiu com o filho.
Mas o vínculo permaneceu.
Ao confirmar a marca em suas costas, Herdin riu como se estivesse chorando.
Que diabos eu sou para você?
Como pode não me soltar… a mim, que a odiei pelos pecados da sua mãe… que nunca a visitei enquanto sofria carregando nosso filho?
Agora ele tinha certeza.
Mesmo que lhe contasse toda a verdade sobre o vínculo…
Mesmo que ela soubesse que poderia morrer por causa disso…
Ela não conseguiria deixar de amá-lo.
Ao perceber que já não podia extinguir os sentimentos de Bleier ferindo-a, Herdin expulsou Miela naquele mesmo dia.
E planejou descer à vila, onde Bleier e Asiel estavam, para comemorar o aniversário do filho.
Até receber informações sobre ruínas antigas.
— Excelência, dizem que ruínas antigas relacionadas à besta divina foram descobertas nas planícies ocidentais de Elir.
Ainda faltavam dez dias para o aniversário de Asiel.
E as planícies de Elir ficavam a apenas uma semana de cavalgada ininterrupta.
Herdin mudou seus planos de ir à vila…
E partiu para as ruínas antigas.
Movido pela tênue esperança de que, pela primeira vez…
Os três pudessem passar juntos o aniversário de Asiel.
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